Arquivo | julho, 2008

Saúde, nada! É gripe!

31 jul

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Resgatando Coisas de Soninha

31 jul

Texto que escrevi, no momento que estourou a crise do “mensalão”, sobre a crise em si e sobre o espetáculo midiático, capaz de manipular a opinião pública. Publicado em diversos sites. À propósito, o povo brasileiro não permitiu a morte de Leo Minosa… Que bom!

A VIDA E A ARTE

Roberto Jefferson e a montanha dos sete abutres

Por Sônia Corrêa (22 de junho de 2005)

O filme A Montanha dos Sete Abutres, 1951, do diretor Billy Wilder, chama atenção por diversos aspectos que são pautados nos cursos de Jornalismo, entre eles o efeito social da mídia que faz a seleção dos temas que pautam a sociedade, a capacidade de tematizar assuntos de audiência, estabelecer ordem de importância dos fatos e fixar termos de referência para o debate dos temas relacionados como prioritários. Através da espetacularização da notícia a agenda midiática se firma na agenda pública, tornando o tema um objeto de discussão do receptor.

No entanto, o principal aspecto que aborda o filme é a ética do jornalismo. O personagem principal, vivido por Kirk Douglas, Tatum, demonstra não ter qualquer compromisso ético. Toda a condução dada por Tatum no caso de Leo Minosa (o personagem que ficou soterrado durante seis dias na Montanha dos Sete Abutres), de espetacularização do caso, de chantagem sobre autoridades, de sedução do jovem jornalista que o acompanha, de emperramento do salvamento de Minosa, que culmina com a morte do mesmo, demonstra o uso deturpado do poder midiático. Todo o intento de Tatum é conquistado à partir do apelo popular de sua notícia e, evidentemente sua capacidade de convencer e comover a sociedade.

Roberto Jefferson, acusado de comandar a cobrança de propina no esquema de corrupção dos Correios, transforma-se em “homem-bomba”, conforme classificou a imprensa brasileira. Sua entrevista à Folha de São Paulo detonou um processo articulado de acusações ao tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, mas com o alvo principal (oficialmente velado) ao Governo Federal.

Como diria a famosa personagem Edileusa, “é um espetáculo!” Já o personagem Tatum, de A Montanha dos Sete Abutres usaria e abusaria do fato para transformá-lo num fantástico parque de diversões… e a mídia fez isso. O jornalista gaúcho Paulo Santana comentou o valor pago pelos veículos para poderem transmitir os jogos da Copa do Mundo, visto que o apelo popular no país do carnaval e do futebol é estrondoso. Com a transmissão dos jogos, por sua vez, os veículos lucram absurdos com a venda de publicidade… O espetáculo de Roberto Jefferson ocupou 5 horas de mobilização de todos os veículos nacionais. Por quanto foi vendida essa transmissão em tempo real?

Oficialmente, por nenhum centavo, afinal trata-se de uma agenda de interesse público, dirão os “independentes” veículos de comunicação. Além disso, que outros interesses estariam envolvidos? Mania de perseguição, como o retorno do tucanato ao planalto, financiado pelo imperialismo norte-americano que viram, por exemplo, barrado pelo atual governo o sonho de implementação da Alca?

Como Tatum, Jefferson vive dias de glória, sendo assediado por toda imprensa sedenta de uma nova bomba. Também como Tatum, ele se movimenta para promover um belíssimo espetáculo que vai ganhando corpo à medida que outros atores vão entrando em cena. Na intenção desses atores, o Governo Lula poderia ser comparado ao personagem de Leo Minosa.

Diferente do triste fim de Leo Minosa, no entanto, a sociedade brasileira precisa se mobilizar para defender o Governo conquistado à duras penas pelo povo brasileiro. Nem a mídia, nem Roberto Jefferson, nem Tatum fazem as coisas acontecerem, poderiam dizer. Mas, assim como a vida imita a arte e a arte imita a vida, isso se comprova inverídico, já que eles manipulam toda a sociedade. Por mais apelo popular, capacidade de convencimento e comoção da sociedade diante das graves denúncias jogadas ao vento, o povo brasileiro precisa ser alertado para o que realmente está em jogo.

É imprescindível que todas as denúncias sejam apuradas o mais rápido possível, mesmo que “Tatum” tente adiar para 2006 o resgate de Leo Minosa. Não permitamos que ele saia morto da Montanha dos Sete Abutres, como Minosa. Há tempo e disposição para que a sociedade se mobilize, não para assistir o espetáculo de Roberto Jefferson, mas, para resgatar da Montanha o Governo Lula. E que, ao sair do lugar onde está soterrado, dê a guinada que o povo tanto reclama, com mudanças na política econômica, com a valorização do trabalho, desenvolvimento e soberania nacional.

(Acho que vou resgatar meus textos todos e trazer pra cá…)

Quando o amor acontece!

30 jul

Alguns chamam isso de AMIZADE

30 jul

Já tive muitas pessoas inesquecíveis, importantes, companheiras, “gente-boa” que cruzaram a minha vida. Mas, o destino, a correria diária, os caminhos acabaram afastando muitas delas. Mas, uma dessas pessoas ficou.

É alguém que está muito distante… mais de 3 mil quilômetros. E no entanto anda junto comigo o tempo todo. É alguém que me diz o que pensa, meu espelho interno, sem que me ofenda! E alguém para quem posso abrir-me completa, sem que me julgue ou condene.

Me ouve, calada! E opina, sem rodeios, sem receios. Guarda todos – eu disse todos – os meus segredos. E quando choro, seca minhas lágrimas, me dá o ombro, o abraço, a acolhida – à mais de 3 mil quilômetros. Jamais me abandona. Está para o que der e vier!

Com essa pessoa eu posso contar sempre, porque ela é especial. Alguns chamam isso de amizade. Eu chamo de “Léa”.

Minha comadre querida a quem espero retribuir tudo o que ela significa para mim. Muita saudade!

Capítulo 26 – Final – A bonança!

30 jul

Dinorah abriu a porta de seu apartamento precisamente às 19:10h e quase caiu de costas, quando deparou-se com aquele sorriso estampado no rosto de sua filha Tamara, acompanhada do sorriso de seu pai, Afonso, brincando sobre o sofá da sala.

Ela não acreditava que um dia iria ver aquela cena dentro de sua casa, afinal Afonso havia ido à sua casa uma única vez, quando fora levar Tamara, e mesmo assim, foi uma visita extremamente breve.

De repente, dez anos depois da separação, ele estava ali, na sua casa, no seu sofá, absolutamente à vontade.

Dinorah ficou algum tempo, que parecia infinito, parada na porta, tentando entender o que estava acontecendo. E foi o próprio Afonso que a fez voltar a si, quando levantou-se e foi recebê-la com um beijo no rosto, que a despertou como uma bofetada.

Ela não se conteve e imediatamente perguntou-lhe qual teria sido o milagre que o levara até ali.

Afonso disse que mais tarde ele lhe explicaria, mas que agora era para ela tomar um banho e vestir-se, pois iriam todos saírem para jantar fora. Ainda tonta, Dinorah obedeceu.

Jantaram, conversaram futilidades, onde no geral, a pauta da conversa era sempre proposta por Tamara.

Quando voltaram para casa, Tamara foi arrumar-se para dormir, enquanto Dinorah passava um café e Afonso, na sala, escolhia um CD para ouvirem.

Dinorah serviu-lhe o café, pegou sua xícara e sentou-se na outra poltrona e por mais que desejasse desesperadamente saber o que estava acontecendo, não tinha coragem para perguntar.

Tomaram o café em silêncio, até que Afonso largou sua xícara na mesinha ao seu lado, levantou-se e sentou ao lado de Dinorah, que tremia e suava frio.

Pegou na mão dela e olhando fixamente nos olhos de Dinorah, desabou num choro compulsivo, pedindo-lhe desculpas milhares de vezes.

Dinorah passou a entender menos ainda o que se passava. Porque ele pedia-lhe perdão incessantemente? Mesmo sem saber, ela afagou-lhe a cabeça e o acolheu no colo.

Era uma sensação inexplicável sentir o corpo daquele homem tocar no seu. Como se os deuses tivessem repentinamente resolvido voltar-se para ela.

Quando Afonso se acalmou, ela perguntou porque ele estava ali e porque lhe pedia desculpas, afinal.

Afonso disse que pedia-lhe perdão por ter demorado tanto tempo para descobrir que ela era a mulher que ele amava e que sempre iria amar. Pediu então para Dinorah aceitá-lo de volta.

Ela chorava e sorria. E entre lágrimas de felicidade, apenas conseguiu balbuciar a frase que jurara a si própria que somente Afonso ouviria dela: “Eu te amo! Eu te amo mais do que tudo! Eu te amo demais, meu amor!”

– FIM
Toda a novela tem que ter final feliz, né?

Poema no ônibus

29 jul

Desde que vim morar em Porto Alegre que eu curto muito o projeto “Poema no Ônibus”. Sempre leio-os. E, hoje cedo, gostei de um da Naura Vieira:

Auto-analise

Se eu deitar num divã
Encontrarei meu ego
Olhando firme, pra mim.
Só quer me ver este cego!

Me deparar, vejam só, com coisas que sempre nego
De sentir amargor na fruta doce que pego
De castigar a lembrança, com imagens que renego
De só gostar do que tenho, quando ao despreso relego!

Se eu deitar num divã,
Perceberei meu ego
dizer, zombando de mim:
Depois eu, que sou cego!

Capítulo 25 – A tempestade

29 jul

Já não havia mais como enganarem-se. O melhor a fazer era ir cada um para o seu lado e esta foi a conclusão a que chegaram João e Dinorah, depois de uma longa conversa.

Eles sabiam que haviam tentado todas as possibilidades e que na verdade, não haviam culpados e se houvessem, seriam os dois, na mesma medida.

A vida agora seria diferente e ambos teriam de recomeçar, ou de continuar os seus projetos individualmente.

Dinorah estava trabalhando em um órgão do governo municipal, com um bom cargo de chefia, mas com um salário insuficiente para manter o padrão de vida que possuíam.

João estava decidido a transferir-se para São Paulo, onde tinha uma boa proposta de emprego. Sua amiga Lena estava chefiando um projeto cultural, com o qual ele se encaixava perfeitamente. Ele iria receber um salário excelente e só não havia aceitado antes aquela proposta, por ainda ter expectativas na relação com Dinorah.

Agora, no entanto, não havia mais o que o prendesse ao interior gaúcho.

Viajou o mais breve que pode e já começara a trabalhar. Apesar do sofrimento da separação, estava tendo oportunidades fantásticas de crescimento pessoal e profissional, o que fazia com que quase não tivesse tempo para pensar em Dinorah.

De outro lado, ela também dedicava-se ao trabalho e à filha Tamara, na esperança de logo sair do buraco em que se via metida.

Não gostava do lugar onde moravam, não tinha amigos e nem familiares. O trabalho era estressante e tudo isso deixava-a muito angustiada. Mas, era à noite, depois que Tamara dormia, que tudo piorava. Inevitavelmente o silêncio noturno lhe traziam as lembranças de Afonso e dos momentos que viveram juntos. Quase sempre acabava chorando, até que os soluços lhe adormecessem.

No dia seguinte, fazia tudo mecanicamente, como que na esperança desesperada de que mais aquele dia acabasse, afinal seria menos um dia de sofrimento na sua vida, que ela julgava vã.