Arquivo | outubro, 2009

40 anos da teia

30 out
Entrelaçar pessoas de todo o mundo numa fantástica teia virtual. Esse foi o objetivo do surgimento da internet há 40 anos.
Estava lendo uma reportagem sobre isso e confesso que, cada vez mais, sou uma entusiasta desse equipamento.

Desde que comecei a utilizar a rede, tenho reencon-trado muita gente que, não fosse a existência do “www” e do “@” jamais acon-teceria. Também tenho me mantido próxima, mesmo à distância de muita gente querida, como a minha filha que agora mora em Santa Catarina, minhas irmãs e mãe em diferentes municípios, minhas quase irmãs Léa (na Bahia) e Cacau (em Santa Cruz do Sul).
Meu blog já foi visitado mais de 50 mil vezes por pessoas conhecidas mas também por gente de cerca de 70 países do mundo e mais de mil cidades. Gente que eu nunca vou encontrar, mas que recebem minhas mensagens nesse espaço.
O meu trabalho também ganhou uma agilidade incrível. E, o nível de opções para a melhoria do conhecimento é infinito. A instantaneidade da notícia, as ferramentas de busca e pesquisa, as redes de relacionamento, os sítios, blogs, microblogs, entretenimento, enfim, tudo isso e mais um pouco me fazem aficionada pela internet.
Bendito seja o professor Len Kleinrock e sua equipe que há 40 anos criaram essa ferramenta.

(Dis)Simulações

29 out
Com frequência tenho assistido reportagens sobre parlamento infantil, prefeitura mirim e coisas afins. As crianças dão belíssimos recados, exemplos, modelos, amostras de que a política pode ser feita de uma forma diferente, com preocupação com o meio-ambiente, com ética, com seriedade.

As crianças apresentam propostas e projetos nesses aconte-cimentos que tiram sonoros “óh’s” de todo mundo. Inclusive de membros dos parlamentos e dos órgãos executivos (em todos os níveis).
Que baita charlatanice!
Que adianta promover esses episódios envolvendo crianças se eles não tomam pra si a prática de fazer política moralizada, com acuidade? Pra que iludir as crianças se eles continuam praticando a impostura, a hipocrisia, a mentira, a corrupção, o desrespeito, a desmoralização das estruturas de poder?
É a velha técnica do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

50 mil visitas

27 out
Obrigada! Volte sempre!

Tudo muda o tempo todo no mundo

27 out
Saí de Caxias do Sul há quase 18 anos, no início de 1992. Muitas coisas mudaram e, algumas delas, eu consegui observar a cada visita à família na cidade.
Obviamente Caxias cresceu e se desenvolveu bastante. Aquela que já era um pólo industrial, foi ampliando para também ser referência em tecnologia. Por consequência, as características do município também foram sofrendo alterações.

Mas não é da economia da cidade que quero falar. Quero falar dos meus aponta-dores que foram se perdendo e só agora me dei conta disso.
No final de semana passado estive por lá e, numa das minhas andanças é que percebi claramente essas variações. Tempos atrás alguém me perguntava onde eu morava em Caxias e eu respondia: Perto do Theodosio Randon, ou próximo da Pettenatti, ou nas proximidades da garagem da Visate. E, isso era referência.
Agora, como posso indicar? Theodosio Randon era uma metalúrgica razoavelmente grande. Hoje, sobram alguns galpões em ruínas. A indústria têxtil Pettenatti? Bem, ela situava-se numa parte da construção que antes de ser Pettenatti pertencia à Theodosio Randon. Agora, no mesmo lugar, descobri que não tem mais metalúrgica, nem indústria têxtil e que o prédio chegou a abrigar uma cachaçaria. Entretanto, o que vi no final de semana naquele lugar foi simplesmente um enorme muro azul. Nem prédio existe mais.
O enorme terreno que servia como garagem da Empresa de Ônibus Visate, que antes ainda havia sido do Expresso Caxiense, agora é um terreno baldio, cheio de mato, cercado por um muro pichado.

Então, hoje se alguém me perguntar onde eu morava em Caxias e, se essa pessoa não tiver vivido por lá no mesmo período que eu, não compreenderá a minha resposta, porque hoje eu direi: Eu morava perto da Theodósio Randon, que depois virou Pettenatti, que depois virou Cachaçaria, que agora é um terreno cercado por um muro azul. Sabes onde é?
Mas, para isso terei que ser rápida, porque daqui a pouco o terreno com muro azul ganhará alguma construção e já será outra coisa, porque como cantou Lulu Santos, “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia, tudo muda o tempo todo no mundo”.

Do teu lado, Marinha!

26 out

Só queria te dar um abraço, um afago e te dizer que esse é apenas um instante num caminho infinito na longa estrada de renovação permanente.

Reminiscência

25 out
– Quem é?
– Sou eu!
– Quem é?
– Sou eu, princesa, o Batata.
– Batata, a essa hora?
– Oh, desculpe princesa, mas tinha que ser agora.

O diálogo transcorria em “Egotrip”, música da “Blitz”, banda dos anos 80 que tinha entre seus integrantes o Evandro Mesquita e a Fernanda Abreu.
Mas o diálogo também me faz recordar uma situação engraçada de um querido amigo – sempre bem humorado -que conviveu comigo na adolescência, que tanto me ensinou e aprendeu comigo, que foi um irmão e parceiro.
Depois de muito mais que 10 anos, nossos caminhos se cruzaram novamente por Caxias. Tem pessoas que amadurecem, claro… mas continuam sendo as mesmas, mesmo depois de tantos anos sem a gente ver. Assim é Jacson – o Jack – meu amigo de sempre e para sempre.

Lugar

24 out

Hidrante – há muito tempo “desativado” – na esquina da Ângelo Corsetti, com a Romano Fachin.