Arquivo | novembro, 2009

O Inter não depende do Grêmio

30 nov

Está certíssimo o meu amigo Bruno Monteiro, em seu blog, quando diz: “O Inter não depende do Grêmio porque se o tricolor gaúcho jogar o mesmo futebol que jogou durante todo o campeonato, vai perder, como perdeu os demais. Por isso não dá para ficar enchendo a bola dos gremistas, como se estivéssemos dependendo somente da boa vontade deles. Só um milagre faria o Grêmio ganhar esse jogo, pois mesmo quando eles jogaram com vontade, perderam. E se agora começam a dar férias para os atletas e fazer corpo mole, não é para prejudicar o Internacional, mas para justificar mais um fiasco, símbolo de uma campanha e de um ano inodoro, insípido e incolor”.

Queres ler mais? Clica aqui e vai lá no Blog do Bruno Monteiro.

Tarde em Itapuã

29 nov
Não, não estou falando de Itapuã, aquela praia linda de Salvador/BA, onde nas ruas J e K, já me diverti bastante, apesar de lançar-mão de Dorival Caymmi. Estou falando do Parque Estadual de Itapuã, localizado a 57 quilômetros de Porto Alegre.

Trata-se de uma reserva ambiental de quase 6 mil hectares que abriga uma incrível diversidade de morros, praias, dunas, lagoas e banhados, além de uma riquíssima fauna e flora.
Eu sempre soube da existência do Parque, sempre tive uma vontade enorme de conhecer, mas não sei por que cargas d’água, isso só aconteceu hoje. O calor de Porto Alegre nos empurrou para desfrutar das praias de águas doces, banhada pela Laguna dos Patos.

Por se tratar de uma área protegida, a visitação é limitada em 350 pessoas ao dia nas praias das Pombas e da Pedreira e 200 pessoas/dia na Praia de Fora. Ou seja, nada de tumulto nesse santuário da natureza.
Olha, Caymmi deve ter sabido o quanto eu gosto daqueles coqueiros de Itapuã, da areia de Itapuã, da lua de Itapuã na Bahia que ele tanto cantou. Mas, eu lhes asseguro que há outro paraíso com o mesmo nome, pouco conhecido, mas de uma beleza ímpar.

Sentido da existência

27 nov

“Eu poderia estar te ligando para te desejar um feliz aniversário, te dizer que te desejo tudo de bom, toda a felicidade do mundo. Poderia estar te ligando para te desejar sorte, dinheiro, saúde, amor, paz e felicidade. Tudo isso é verdade. Eu te desejo tudo isso. Mas o meu telefonema é para te agradecer por teres me procurado e me encontrado novamente.”
Eu recebi muitas mensagens de aniversário, ontem. Muitas mesmo! Bem mais do que eu esperava. Foram mais de cem mensagens pelo Orkut, vários e-mails, dezenas de telefonemas de várias cidades do Brasil, uma festinha surpresa do pessoal da Fecosul.
Agradeço carinhosamente todas as pessoas que, de alguma forma, me abraçaram. É realmente muito bom ser querida. Entretanto, me perdoem todos, mas a mensagem que mais me emocionou foi o telefonema descrito acima.

A Rô, minha tão amada amiga de tantos anos, me tocou no fundo da alma com essa ligação. Ficamos quase uma década afastadas, sem notícia, sem qualquer apontamento entre nós. Nos perdemos pela vida, sem sabermos se vivíamos, onde morávamos, o que fazíamos.
E eu agradeço à vida pelo momento que, mesmo me tendo jogado ao fundo do poço, me permitiu sair em busca de resgatar o que e quem realmente valia à pena. E, assim, saí em busca da Rô. Foram meses procurando, pesquisando… Até que a reencontrei. Que felicidade te ter, amiga!
São pessoas como tu, querida Rô, que fazem a existência da gente ter sentido.

Meu EU

26 nov

Hoje é aniversário de uma pessoa muito especial. Uma pessoa que eu amo muito e que eu reencontrei há pouco tempo e descobri que, mesmo amando outras pessoas, ela é o grande amor da minha vida. Feliz aniversário, Soninha! Eu te amo, Soninha! Eu me amo!

Pedófilos e a Praça da Alfândega

24 nov
Ontem, aproximadamente às 12h30, um senhor, aparentando mais de 60 anos, cabelos grisalhos, usando camisa azul clara, gravata bege e calça azul marinho, na Praça da Alfândega, entre as portas do Shopping Rua da Praia e da agência central da Caixa, gritava a toda goela: “advogados pedófilos”, “engenheiros pedófilos”, “padres pedófilos”, “professores pedófilos” e mais uma lista infinita de profissionais seguidos do adjetivo “pedófilos”.

As pessoas riam do homem. Chamavam-no de louco. Algumas olhavam assustadas pelos berros daquele senhor tão bem apessoado.
E eu me coloquei a pensar: seria ele um louco, pura e simplesmente? E, que motivos o teriam levado à loucura? Milhões de hipóteses foram passando pela minha cabeça. Teria esse homem, em sua infância, sido vítima de pedofilia? Um filho, uma filha, uma neta, quem sabe?
A pedofilia é sem dúvida um dos crimes mais revoltantes que pode existir. E, aceitemos ou não, está certo aquele senhor ao berrar que os criminosos estão em todos os lugares e ocupam todas as profissões.
Aliás, ontem li uma matéria sobre os cursos de “papais-noel”, que sofreu alterações para também combater a pedofilia, onde os candidatos aprenderam onde tocar as crianças e o que devem evitar durante o contato delas com o “bom velhinho”.
Por isso eu não ri daquele senhor e confesso até que, por um instante, senti vontade de berrar junto com ele, como se aquele extravasar pudesse conter ato tão repugnante, que acontece em tantos “lares”, de todas as classes sociais, nas mais diversas profissões. Quem dera os bramidos de revolta daquele homem pudessem coibir tal prática.

Luzes

24 nov

Para acabar com a escuridão, basta acender uma luz!

Rua Amparo do Tororó

22 nov

Numa das minhas tantas idas para Salvador, meus amigos Liu, Jorginho e Júlio haviam alugado uma casa na Rua Amparo do Toróro. A casa era grande, com três quartos, uma grande sala, cozinha, banheiros e, uma imensa varanda nos fundos com vista para o Dique do Tororó que, na época, ainda não havia passado pelas reformas (diga-se de passagem, melhorou muito).
Oficialmente os habitantes eram Liu, Jorginho e Júlio, mas Luciene, Claudinho, Guri, Amarildo, Wagner, Léa (minha comadre que recém entrava para aquela trupe) eram freqüentadores tão assíduos quanto qualquer um dos moradores. E, claro, naquele ano me tornei moradora por um mês inteirinho.
Ninguém, exceto os membros dessa turma, é capaz de imaginar a relação de irmandade que havia entre todos. Amizade ao extremo. Alegria contagiante. Vibração derradeira. Tudo em nós parecia ser infinito, até mesmo aqueles 30 dias de férias na capital da felicidade.
Brincávamos como crianças de “a palavra é”, comíamos de manhã cedo o delicioso café com carne de sol que só o Liu sabe fazer, fotografávamos tudo e éramos vítimas de todos os cliques da máquina profissional de Eliudes. Cantávamos, ah! Como cantávamos. Fazíamos infindáveis debates políticos, ríamos de tudo, bebíamos “todas” e brincávamos com macaquinhos.

Se as férias acabaram, se os rumos divergiram, se a distância se estabele-ceu, ao menos nossa amizade, nossa alegria, nossa vibração e as lembranças daqueles momentos são intermináveis.
Essa saudade boa me diz que ir à Bahia é uma necessidade ímpar para todo o brasileiro. Entretanto, poucos, raros tiveram o privilégio de ir à Bahia e conviver com pessoas tão especiais que para sempre estarão comigo.