Arquivo | janeiro, 2010

Toda la piel de América en mi piel

30 jan

Durante os dias de Fórum Social Mundial trabalhei um bocado… somente tratei de arranjar tempo para assistir a uma das diversas apresentações culturais que aconteceram no palco montado na prainha do Gasômetro.

Tratava-se de um tributo a maior de todas as vozes que já cantou em “nuestra América”: La Negra Tucumana, Mercedes Sosa.
Traduzo o sentimento que esse encontro de culturas me proporciona, com a música que propõe a unidade latino-americana em uníssono que libera a esperança com um grito na voz. Que a mensagem de “La Negra” ganhe eco de “todas las voces, todas”.

Uhúúúúú!

30 jan

Fériaaaaas!

Parche ao coração

29 jan

Sonhei com quem já me foi muito cara.
O afeto e a ternura maternal fluíram como outrora.
Amanhe-ceu. Acordei.
A realidade invadiu-me e uma pitada de consternação jazeu.

Vale à pena ver de novo!

28 jan

É… esse é o nome da programação da Rede Globo que retransmite novelas… mas aqui, coloco um vídeo do Jornal Nacional, histórico, simbólico, um momento que não pode ser esquecido pelo país, por isso, vale à pena ver de novo:

O luto governista do FSM

26 jan
Recebi um e-mail de uma jornalista de Porto Alegre que me chamou bastante a atenção pelo desamparo que ela demonstra em seu desabafo quando diz que “esse Fórum Social Mundial está muito ruim”.

Uma viuvez amarga. Uma amargura sem fim… Foi essa a sensação que tive ao percebê-la questionando os artistas “não engajados” que farão apresentações artísticas no FSM.
Uma tristeza funesta e a completa falta de perspectiva é seu questionamento à Marcha de Abertura do FSM, que ela diz ter abandonado na metade pois, segundo ela, “parecia muamba de carnaval” (*).
Eu tenho plena convicção de que sou socialista, ou seja, defendo uma sociedade onde os meios de produção sejam de propriedade de todo o povo. Defendo uma sociedade onde não exista a exploração do homem pelo homem. Defendo teoricamente as dissertações relativas ao socialismo. E, até aí, morreu Neves…
Entretanto, o e-mail desta minha amiga jornalista, que – preciso registrar – é alguém que eu respeito, mas que discordo em diversos aspectos, me levou à reflexão de que “outro mundo” eu, uma brasileira convicta da minha brasilidade, quero.
E cheguei à seguinte conclusão: Eu quero o Brasil socialista com muito (muito mesmo) samba, muito carnaval, muito São João no nordeste, muito fandango no Sul, muito sertanejo no Centro-Oeste, muito Brasil com a cara do Brasil.

Quero o Brasil socialista com a possibi-lidade de que a arte seja a arte em si e não um apên-dice do Estado, tutelando artistas, patrulhando a cultura, policiando a criatividade.
Quanto ao Fórum, amiga, no post anterior (veja abaixo) eu já questionava há muito tempo o limite de encontros como esse, onde cabe tudo, mas não avança para a construção de uma alternativa concreta de superação da sociedade capitalista.
E, cá pra nós, as edições anteriores não apontaram nada disso. A única diferença é que – alguns de nós – estávamos nos governos de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul, o que – definitivamente – não faz com que o resultado do FSM tenha sido melhor e/ou mais avançado.
(*) Muamba de carnaval é como se chama no Rio Grande do Sul os “pré-carnavais” que acontecem nos bairros.

Outro mundo SOCIALISTA é possível…

25 jan

De hoje até o dia 29 de janeiro de 2010, Porto Alegre, dez anos após a primeira edição, volta a ser a capital dos movimentos sociais, dos debates e da busca de alternativas aos processos do capital em curso no mundo, recepcionando o Fórum Social Dez Anos – Grande Porto Alegre.
O Fórum Social Mundial nasceu das lutas antiglobalização, que tiveram como marco os protestos ao neoliberalismo nas ruas de Seatle, em 1999, reunindo uma grande diversidade de organizações populares, surgiu como um fórum paralelo ao Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça). Porto Alegre foi eleita a cidade-sede do 1º FSM, que ficou conhecido como Fórum anti-Davos.
Sob o slogan “Um Outro Mundo é Possível”, ao longo da última década, o FSM, foi uma iniciativa de aglutinação, mobilização e articulação da sociedade civil global. De janeiro de 2001, até os dias atuais muita água passou por debaixo da ponte. O mundo assistiu guerras de dominação, oscilações na economia, alteração da geopolítica mundial, com grande ênfase ao desenho político da América Latina, crises energéticas, ambientais, entre outras.

Vale salientar que o FSM foi criado com o in-tuito de ser um espaço de auto-organização das entida-des e movi-mentos da sociedade civil que se colocam o objetivo de lutar por outro mundo.
O limite está precisamente aí. Ainda carece da necessidade de apontar-se que mundo é esse e quais as suas perspectivas. A cada FSM urge produzir agendas políticas concretas, mobilizadoras. Faz-se necessário que cada encontro produza além do diagnóstico. A superação dos graves problemas sociais demanda um encontro de caráter anticapitalista.
Um outro mundo SOCIALISTA é possível! Só ele pode promover justiça social, democracia e paz.

E lá se vai mais um dia…

20 jan
A música do meu louco dia.