Arquivo | fevereiro, 2010

Prato que se come frio

28 fev

Faz bastante tempo que deixei de pensar em certas coisas e pessoas, mas elas insistem em ocupar-se comigo e achar que me ocupo com elas. Diante disso, resolvi fazer um post direto e direcionado a elas.

Sabes o que tenho a dizer? Isso: Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge, para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me toquem, tendo olhos não me exerguem e nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal. Armas de fogo o meu corpo não o alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrar. São Jorge me estenda o seu escudo, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, do poder dos meus inimigos e de todas sua más influências, e que debaixo das patas de seu fiel ginete, meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós, sem se atreverem a ter um olhar sequer que me possa prejudicar.

Entenderam ou querem que eu desenhe? Sai de mim!

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A política precisa de faxina

27 fev

Que eu lembre, quando eu comecei a militar na política, o primeiro caso de contensão de um político à base do chumbo que eu realmente tomei conhecimento, foi o assassinato do advogado e deputado estadual do Estado do Pará, Paulo Fonteles, em 1987. Fonteles era um defensor dos trabalhadores do campo e sua marca era a luta contra o latifúndio e os crimes cometidos pelos fazendeiros naquela região do país.

Depois disso, lembro de alguns casos, também no Pará, como o da família Canuto, que também lutava pela terra e pelos trabalhadores rurais.

Mais de 20 anos passados do primeiro caso a que me referi, tomamos conhecimento do assassinato do Secretário Municipal de Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos. Há hipóteses de que ele tenha sido vítima de uma tentativa de assalto.

Entretanto, Eliseu Santos tinha características que me levam a não acreditar nessa possibilidade. Era um homem polêmico, de postura autoritária, que não tinha papas na língua de tal modo que chegava a não respeitar seus opositores, tratando-os com aspereza e agressividade.

Além disso, Eliseu Santos estava envolvido na investigação que apurava a denúncia de que uma empresa de segurança estaria pagando propina para manter seu contrato com a Prefeitura. Segundo a denúncia, a cobrança era feita por um assessor de Eliseu Santos e que o dinheiro seria para a campanha do mesmo, a deputado federal.

Entre outras polêmicas, uma grande envolveu as religiões afrobrasileiras, quando o vereador Almerindo Filho, que também era pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, aprovou proposta que coibia e multava a prática de cultos em vias públicas, que foi sancionada por Eliseu Santos, membro da Igreja Assembléia de Deus, na qualidade de prefeito interino.

Independentemente de quem era, do que fazia, de quem representava e principalmente do fato de eu não gostar nem um pouco de Eliseu Santos, quero fazer uma reflexão sobre a prática política.

Eu era bem jovenzinha e cheia de crenças e sonhos quando me envolvi com política. Meu sonho de ver um mundo de igualdade permanecem sólidos. Entretanto, minha crença partiu água abaixo. Militei minha vida inteira na mesma organização acreditando que ali estavam seres superiores, cuja solidariedade e os valores humanos eram a principal base.

A política deveria ser um instrumento, uma ferramenta para ser usada na melhoria da vida do povo. Infelizmente, cada vez mais, vejo ela sendo usada a serviço do interesse particular. E, casos como esse assassinato, me fazem crer que, a cada dia que passa, as organizações políticas mais se aproximam do que se chama de crime organizado. A diferença é que são organizações legalizadas e mantidas com dinheiro público.

Para aqueles que acham que estou virando “anarquista” ou “autonomista”, informo que não é verdade. Contudo, não tenho qualquer dúvida que, se há uma estrutura que se aproxima daquilo que eu acredito ser um instrumento de organização social, capaz de conduzir a sociedade para um mundo de justiça e igualdade, ela também precisa de uma grande faxina.

Férias pelo retrovisor

26 fev
Férias, descanso, litoral, passeio, família, repouso, bate-papo, lazer, viagem, folga, lar, trégua, praia, sol, verão.
Fim. Regresso. Lá vem segunda-feira. Principia 2010 pra valer! Até o ano que vem!

O mais legítimo trololó

25 fev

Copiei do Blog do Miro o divertidíssimo Jingle da Campanha do Serra: Sem propostas e sem discurso, afundando no mar de lama do “vice-careca” Arruda, nos percalços do prefeito “Taxab” e nos escândalos da governadora Yeda Crusius, a campanha presidencial do demo-tucano José Serra não será nada fácil. A risível proposta de jingle do candidato foi postada pelo blogueiro Anderson Campos. Ela evidencia o vazio da oposição neoliberal-conservadora.

Benção da Chinchila

24 fev

A menina, inundada de ambigui-dade, batia-se para impetrar o sol. Não sabia que a estrela era ela. Linda, radiante, magnífica, vivaz. Encerrava em suas mãos o destino. Sem abarcar tamanha faculdade, pelejava pelo amanhã que já lhe cabia. De tal maneira que topou com lamúria, se viu perdida, desagradada da vida, desencantada, desesperançada… Sua desilusão residia na ilusão que nada tinha e nada podia, enquanto o mundo sucumbia diante dela. Quando ela despertar da quimera, oro para que lhe sobre tempo de edificar e saborear toda sua sorte. E, entender que a felicidade sempre esteve com ela. E a menina irá deleitar-se do éden.

Uma canção de ninar…

24 fev

O moço tinha na bagagem a alma de um marinheiro andejo, uma melodia de espuma de praias e muitas rimas de poeta. Em sua arte palavras de toda uma vida, imagens feitas às pressas e cantigas eternizadas e desmedidas. Eu, que o observava densamente, podia perceber algumas vezes que, lá do fundo do tablado, emitia um canto tão suave e triste, que mais parecia um pássaro a chorar, apesar do sorriso aparente. Outras vezes seu canto era aflito, parecia enunciar um grito da alma. Mas também pronuncia exultação e faz contente quem ouve. Chora em meu colo e ri dos meus desajeites. É tão forte quanto frágil. Homem e menino. Não precisa de nenhum título ou credencial para representar e ser o que é. É gente. Só.

Libertadores da América

23 fev