Arquivo | abril, 2010

A volta

30 abr

Eu sempre acho que voltar é um aprendizado complexo. Quando pensamos em determinadas circunstâncias, a gente diz: “Se eu pudesse voltar atrás, eu faria tudo de novo!”. Noutras situações a gente pensa: “Se fosse possível regressar, as coisas seriam feitas de outra forma!”.

Agora que o filme do Chico Xavier está lotando as salas de cinema do Brasil, sua frase “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo final”, está em voga.

Acho que todas elas são procedentes, a depender do momento e da situação a que possa se relacionar o retorno.

Hoje regressei para minha cidade natal. Não que eu não a tivesse visitado centenas de vezes depois que dela parti. Mas hoje, especificamente, senti um sabor de regresso. Em todas as ocasiões anteriores, minha passagem por aqui era de visita às pessoas amigas, aos familiares, ou na condição de mera participante de algum evento. Hoje não!

Aqui estou para contribuir para a organização de duas importantes atividades e, por isso mesmo, estive reunindo com pessoas que há muito já compartilhavam das mesmas obras que eu. Foi como assistir novamente um filme que vimos há muito tempo atrás. Foi um reconhecer, onde me reconheci e reconheci aqueles que ali estavam.

Tive a sensação de me enxergar neles ou de que o tempo de ausência jamais tivesse ocorrido. Sem contar no imenso prazer de um convívio com pessoas que, por mais que venhamos a ter qualquer discordância eventual, cultivamos rigorosa cumplicidade e confiança mútua. Por isso, éramos nós: os mesmos de 20, 25 anos atrás, somados a alguns outros que se achegaram, que ali estávamos para partilhar ideias e ações.

Sensação boa. Poder confiar em pessoas, com respeito as diferenças, é delirante. Saber que podemos depositar em gente as tarefas que, a depender da execução, pode significar (ou não) na aproximação do que ambicionamos, acreditamos e buscamos, sem qualquer temor da deslealdade, é arrebatador.

Por isso, que me perdoem os demais que estiveram presentes, mas preciso me referir àqueles que a partir dos anos 80 entraram na minha vida e jamais partiram, se transformando em convives, pessoal, familiar, cúmplices. Companheiros e companheiras na maior definição que estes termos constituam.

Agradeço, portanto aos amigos Guio, Biga, Ola, Henrique, Paulo e Silvio, por me terem proporcionado essa deleitosa regressão.

Tem coisas que são eternas

29 abr

Música de Edson Ribeiro e Hélio Justo, gravada pela primeira vez em 1968… e para mim eternizada em 28/11/1984 e em 08/09/1989!

Aniversariante de hoje

27 abr

Ando bem atarefada e com pouco tempo de escrever, mas hoje precisava parar tudo, relaxar, escrever e comemorar. Por qual motivo? Porque por mais que as coisas me consumam, por mais problemas que existam no mundo, por mais que haja mágoa, aflição, sofrimento, hoje é um dia muito especial do calendário. E esta data merece ser celebrada.

Hoje estou de aniversário! Ontem também estive e amanhã também espero poder comemorar a data. Aniversário é todos os dias. É cada manhã que abro os olhos. Cada manhã que tenho força para sair da cama e partir para desfrutar do prazer de estar viva.

Assim como a cada dia estou de aniversário, a vida é o meu grande prêmio. A minha mega sena. Ou, como o grande Chaplin escreveu: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.

Não penses, querido leitor, que este é um texto de auto-ajuda. Não tenho nenhuma vocação pra isso. Aliás, quem tem está rico, lançando e vendendo muitos manuais, lotando gigantescos auditórios com palestras cujo acesso é a peso de ouro, ou abrindo igrejas.

Pobre que sou, talento e aptidões para auto-ajuda não é o meu forte. Mas, aqui entre nós: Como a vida pode ser insignificante se temos a oportunidade de surfar sobre ela?

Chaplin realmente foi genial ao falar da vida. Descobrir a beleza e a preciosidade de viver é absolutamente primoroso. Imagine então, se fosse realmente possível inverter o ciclo da vida, como ele propôs, ou seja, primeiro morremos, de tal forma que nos livramos logo disso. Ser chutado para fora do asilo por ter rejuvenescido. Primeiro trabalhar para depois curtir sua juventude e todos os prazeres desta fase da vida, então, vem a escola e os amores adolescentes, até se chegar à infância, a volta ao útero materno, até que se termine num excelente orgasmo.

Também ele apontou ensinamentos sobre as pessoas que passam sozinhas e exclusivas por nós, deixando-nos um pouco de si e levando um pouco de nós. Mas também falou da importância de amar-se, de se ser o que é, de extrair aprendizado da vida, a respeitar e respeitar-se, a expurgar o que nos prejudica, a fazer as coisas que se gosta, independentemente do tamanho que elas tenham para os outros.

Com sua imensa genialidade ele falou que nem sempre estamos certos e que aceitar isso nos ajuda a errar menos. Segundo Chaplin, a gente não deve ficar revivendo o ontem, nem tentar viver antecipadamente o amanhã. Mas, entregar-se ao hoje, onde a vida acontece.

A mente, quando colocada a serviço do coração, torna-se uma grande aliada na arte de saber viver e se amar de verdade!

Feliz aniversário a todos os aniversariantes de hoje! E de amanhã, e depois, e depois…

Ogunhê

23 abr

Céu de Brasília, traço do arquiteto, gosto tanto dela assim…

21 abr
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Feliz aniversário, Brasília!

20 abr

Clica para ler também: Coisas de Brasília

É guerra!

19 abr


“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.” Sun Tzu
Acho que a gente já conhece bem o inimigo, suas táticas, seu poderio bélico, e também sabemos que virão cem batalhas para enfrentarmos. Não os subestimamos.
O que aconteceu hoje, com a Globo tendo que tirar do ar a descarada propaganda pró-Serra do ar, demonstra que, se nos mantivermos bastante atentos, atacando e denunciando com rapidez e eficácia as tentativas de golpe do PIG, não vamos permitir que o inimigo avance sobre nosso território.
Sun Tzu, na Arte da Guerra também recomenda: “Mantenha-os sob tensão e canse-os.”. Nós seremos incansáveis! Guerra é guerra! Qualquer vacilo na guerra pode custar a vida e nós não vacilaremos!
Podemos ser um exército de armamento leve, diante da artilharia pesada do inimigo, mas somos milhões de brasileiros e brasileiras que possuem a maior de todas as armas: a consciência. o sonho e a disposição de construir um Brasil de justiça social.
Estaremos atentos e denunciaremos todas a tentativas de golpe do PIG. Guerra ao PIG!