Arquivo | maio, 2010

Na rua dos bobos, número zero…

30 maio

A casa era grande, iluminada e contente. Nela havia a vitalidade adolescente, a pureza infantil, a alegria pueril. Tinha amor e brinquedos espalhados pela imensa sala. Tinha sorrisos, risos e ruídos de cumplicidade. Havia música na casa. Tinha poesia e esperança no olhar de cada morador. Ali também se encontrava sonhos de futuro. Era uma casa cheia. Um lar.

Hoje, na casa grande, silenciosa, fria, vazia, escura e triste até o menor estalo produz eco. São os ecos da solidão.

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Sanciona Lula!

28 maio

Estou em campanha e acho que quem tiver blog também deveria publicar esse vídeo, afinal é o futuro de todos nós, que um dia seremos aposentados, que está em jogo.

João Amazonas: luzes que ainda guiam

27 maio

Velhas publicações atuais! Esta é do ano passado:

Em maio de 2002, João Amazonas desapareceu. De lá pra cá muita coisa mudou. Muito mais do que o velho João poderia supor. Ele faz falta.

Em mim restaram as idéias que aquele velhinho defendeu entusiasticamente durante toda sua vida: a defesa dos ideais humanitários. Suas idéias eram de liberdade, de igualdade, de democracia, de um mundo de homens e mulheres donos de seus próprios destinos. Foi a semente lançada ao solo. Alguns continuam regando-a.

(Foto: Minha filha, eu e a remota militância dos anos 80, quando João ainda estava entre nós e lançava luzes que nos guiavam na direção da virtude, justiça e retidão)

Sem perder a ternura, jamais!

27 maio

Um pouquinho de “vale à pena ver de novo”… Publicado originalmente em 05 de abril de 2010.

Preciso assumir que começo a me empolgar com as eleições proporcionais de 2010. Isso não acontece por acaso. Tem forte motivo. Brota a probabilidade da concorrência para o parlamento estadual a que confio valer à pena. Trata-se da presumível candidatura do Guiomar Vidor, atual presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio Grande do Sul, além de presidente da Federação dos Trabalhadores no Comércio do RS.

Porém, mais do que isso, necessito falar do Guiomar Vidor além do ativista sindical audaz. Quero falar de alguém com quem mantenho amizade há cerca de 25 anos e que, robustece e se revigora cada vez mais com o passar dos dias, meses e anos. Tem gente que vai ler essa postagem e poderá pensar que, o período que sustentamos nossa relação, se equipara ou se aproxima do seu próprio tempo de vida. Isso pode parecer pouca coisa para algum eventual leitor que não tenha na amizade um valor de vida. Contudo, para mim, a afeição que nos enlaça há tantos anos responde a postura ilibada de Guiomar Vidor.

Não é homem de titubear na advocacia dos interesses da classe pela qual escolheu defender: os trabalhadores. Desde que o conheci, jamais o vi vacilar ou fazer corpo-mole na sua opção classista. Ao contrário: é firme e combativo. Assevero que os trabalhadores e as trabalhadoras gaúchas terão uma voz potente em seu amparo, no caso de sua eleição.

Além disso, meu querido amigo é afetuoso, gentil, solidário, fraterno e reto. Isso tudo sem contar que, no momento que mais precisei de uma mão que me apoiasse, foi ele quem me estendeu a sua. Guiomar Vidor é alguém com quem realmente vale muito à pena conviver. Os eleitores gaúchos terão uma primorosa alternativa de voto, em se confirmando sua candidatura.

Uma voz forte, firme e suave.

Clica aqui e visita o Blog do Guiomar Vidor.

A fé em Caravaggio

26 maio

Os religiosos contam que, em 26 de maio de 1432, numa época marcada pelo ódio e divisões, a Virgem Santíssima apareceu há 2km da cidade de Caravaggio, para Joaneta Varoli, uma camponesa de 32 anos, vítima de violência doméstica. Joaneta descreveu a aparição como sendo a de uma rainha de olhar bondoso, que lhe ordenara ajoalhar-se para receber a seguinte mensagem: “Tenho conseguido afastar do povo cristão os merecidos e iminentes castigos da Divina Justiça, e venho anunciar a Paz”. Joaneta leva a mensagem às autoridades locais e, a partir disto a paz acontece na pátria e na Igreja.

Os imigrantes italianos eram pessoas de fé e acostumados a uma vida cristã intensa. Já nos primeiros momentos em terras brasileiras, sentiram a necessidade de uma orientação espiritual. Assim começaram a realizar missas domiciliares. Foi então que Franceschet teve a idéia de levantar um oratório com a ajuda do vizinho Pasqual Pasa. A notícia se espalhou rapidamente e ganhou doações em dinheiro e mão-de-obra, transformando o oratório em capela, que comportava cerca de 100 pessoas.

A escolha da padroeira aconteceu quando Natal Faoro ofereceu como empréstimo um pequeno quadro com a imagem de Nossa Senhora de Caravaggio, que trouxera entre os seus pertences da Itália. A capela foi inaugurada em 1879, ano I do início da devoção a Nossa Senhora de Caravaggio e ano primeiro das romarias que seriam futuramente concorridas e numerosas.

A fé da minha família

Quando eu ainda era um bebê, minha mãe conta que eu tinha sérios problemas de saúde. No entanto, os médico não conseguiam definir qual seria a doença que me acometia. Então, minha mãe resolveu fazer uma promessa a Nossa Senhora do Caravaggio. Se eu me curasse minha mãe entregar-me-ia como ‘afilhada’ da Virgem de Caravaggio, deixaria que meu cabelo crescesse até o meu 7º ano de vida, quando então o cortaria e o doaria à Santa, junto com uma vela que teria o meu tamanho (à época). As oferendas seriam levadas à pé, de Caxias do Sul até Farroupilha, onde se localiza o Santuário de Caravaggio.

Segundo contam, à partir daquela promessa eu nunca mais tivera qualquer deficiência em minha saúde e a promessa foi cumprida. Na Igreja antiga, onde concentram-se todos os tipos de ofertas, também está meu cabelo e a vela. E a Nossa Senhora do Caravaggio passou a ser minha madrinha.

Em 26 de maio é comemorado o seu dia e, todos os anos, milhares de pessoas realizam caravanas, pagam promessas realizando o caminhadas entre os municípios de Caxias do Sul e Farroupilha carregando as mais variadas oferendas e se reúnem no Santuário de Caravaggio, em Farroupilha.

Pergunta idiota, tolerância zero!

26 maio

O Seu Saraiva, personagem inaugurado pelo saudoso Francisco Milani, era um quadro tão divertido que hoje segue encenado por outro ator. O bordão “Pergunta idiota, tolerância zero!”, ganhou as ruas Brasil afora.

Hoje, o Henrique precisava fazer algumas movimentações bancárias de trabalho. Como eu teria que acompanhá-lo para uma outra atividade, fui com ele ao banco.

Conta corporativa tem atendimento diferenciado. O Henrique iria descontar um cheque de um valor elevado e, por este motivo, teve de solicitar autorização que é concedida pelo próprio sistema da instituição bancária. Feito isto, dirigiu-se ao caixa para concluir a operação.

Ao entregar o cheque, com seu respectivo documento de identificação, Henrique informou ao atendente que já havia solicitado a devida autorização. Mesmo assim o rapaz pergunta: O que o senhor deseja?

“Desejo convidar-lhe para tomar um café, ali no bar da esquina! Que tal?”… Quase foi esta a resposta mas, depois de trocarmos um breve olhar irônico e, com toda a paciência, Henrique informou que apenas gostaria de descontar o cheque.

Não bastasse o rapaz volta-se pra ele e pergunta novamente: O senhor vai levar em dinheiro? Aí foi pra matar! A crise de riso pegou valendo… “Não! Vou levar em clips. Quanto custa cada clips?”.

Esta não foi a resposta do Henrique, que é uma pessoa extremamente polida. Mas, vontade pra isto não faltou!

Coisa linda

24 maio