Arquivo | Caxias do Sul RSS feed for this section

Maldita manguaça

11 ago

Conforme andei apurando através do “todo poderoso” Google, a cegonha tinha o hábito de fazer seu ninho ao lado das chaminés das casas, para cuidar de seus filhotes, numa demonstração de generosidade e fidelidade ao ninho. Assim, na Escandinávia, a ave foi escolhida para dar origem à lenda de que os bebês eram trazidos pela cegonha, com a finalidade de explicar às crianças a aparição de um novo membro na família.

Ontem, numa das minhas reclamações permanentes contra o frio e reafirmando minha aversão ao inverno, meu querido amigo, o presidente em exercício da CTB, Nivaldo Santana, chamou minha atenção, dizendo que fui aculturada por reclamar incessantemente do frio.

Então, percebi que eu vim ao mundo, mais especificamente surgindo em Caxias do Sul, trazida no bico de uma cegonha bêbada. Ela estava voando com destino ao nordeste brasileiro. No caminho acabou fazendo parada num bolicho de beira de estrada e, como estava frio, encheu a cara de vinho. Voltou ao ar, mas a vertigem não lhe permitia seguir em frente. Passando por Caxias do Sul, num frio de renguear cusco, avistou diversas chaminés fumegando.

O vinho lhe colocava zonza, então pousou ali mesmo e, por descuido (de bêbado não tem dono, mesmo) deixou a criança (no caso, eu) naquela casa mesmo. E dormiu ao lado da chaminé, curtindo o calorzinho que subia do fogão de lenha. Quando acordou, nem lembrava que tinha uma encomenda para o nordeste brasileiro.

Ou seja, caro Nivaldo. Não fui aculturada. Apenas sou uma nordestina que nasceu no lugar errado. Maldita cegonha! Maldita manguaça! Maldito inverno!

Neve no sul brasileiro

4 ago

É bem verdade que o frio aquece alguns setores da economia gaúcha, como o turismo na serra, a indústria e o comércio do vestuário, calçadista, entre outros. Se for frio com neve, então… Vira onda nacional.

Os noticiários divulgam aquele minutinho e meia dúzia de flocos como se já fosse possível montar gigantescos bonecos de neve e, mesmo com o caos da Gol, começa a pipocar gente de tudo quanto é lado do país, lotando os hotéis serranos, os cafés coloniais, etc. É verdade também que a maioria destes turistas volta para casa frustrado, sem ver a neve. Quando muito conseguem ver a geada que branqueia tudo pela manhã, mas para isso, terão que pular cedinho da cama.

Eu que nasci na serra gaúcha sei bem que, ter que levantar cedo da cama, em temperaturas negativas (ou quase), tomar banho em chuveiros que, por mais potentes que sejam, não conseguem aquecer a água suficientemente e depois sair para a rua quebrando geada, todos os dias para trabalhar, não é uma tarefa nem um pouco agradável.

Ainda assim, há o lado bom nesta breve história, pois ela demonstra que quem passa por isso tem uma casa, uma cama, um cobertor, um chuveiro elétrico (no mínimo) e um trabalho.

Entretanto, não podemos fechar os olhos para aqueles que não encaram as baixas temperaturas como os turistas que lotam os estabelecimentos com calefação, os chalés com lareiras, que se empanturram com as guloseimas dos cafés coloniais, os chocolates caseiros e os vinhos da região. Tampouco não são aqueles que enfrentam o frio diário para labutar.

Falo daquelas pessoas que moram em barracos, nas favelas, ou daqueles que nem isso possuem. Falo daquelas crianças que lotam hospitais com problemas respiratórios, em consequência de não ter uma roupa ou um calçado adequado à temperatura. Falo da ampliação do número de incêndios, que acaba com o que tão pouco tem.

Devemos é abrir os olhos, aquecer nosso coração e nossa consciência para os problemas que chegam junto com o frio. Solidariedade é um valor que precisa ser estimulado. Não sou favorável ao individualismo e ao “cada um por si”, ou ao “eu não tenho nada a ver com isso”.

Por isso, eu venho insistindo: doe agasalhos! Aquece o teu coração e o coração de alguém que precisa.

Linda festa

26 jul

Na noite do sábado, participei de uma linda festa, com a presença de cerca de mil militantes, apoiadores e amigos do PCdoB, em Caxias do Sul. Já fazia muito tempo que não participava destas festas do PCdoB de Caxias, que nem lembrava do quanto elas são animadas e divertidas.

Além disso, o reencontro com muitos amigos, a convivência com pessoas queridas, gente que é de luta, é de briga e é, acima de tudo, gente com a marca da alegria do povo brasileiro.

Foi um evento que marcou a arrancada do Partido para a grande disputa de 2010, por isso, o destaque da festa foram os candidatos Assis Melo – deputado federal e Guiomar Vidor – deputado estadual. Entretanto, também contou com a presença do Senador Paulo Paim, que concorre a reeleição, ao lado da minha grande amiga e comadre Abgail Pereira, cuja festa também serviu para comemorar seu aniversário. Abgail Pereira – a Biga, estará completando 50 anos de vida, no próximo dia 30, tendo iniciado sua militância aos 16.

Tenho muito orgulho das minhas origens nesta terra de gente honesta, trabalhadora e de princípios sólidos.

Leia mais…

Pé na estrada

19 jul

Aqui no RS estamos “virando sapos”, de tanta chuva!

Mesmo assim, passei o findi no litoral, dando e recebendo colinho da minha pequena.  A saudade já nem cabia mais no peito. Entretanto, encarar a rodovia com tanta chuva, não é moleza.

Há quem diga (e justifique a cobrança) que estradas pedagiadas são bem cuidadas, não é verdade? Não é bem assim: a nossa “Freewai”, que liga Porto Alegre até Osório cobra R$ 10,50 na ida e R$ 3,50 na volta dos cerca de 100 km. Quem, como eu, encarou a mesma neste fim de semana, constatou que há diversos pontos onde a água se acumula sobre a pista, provocando aquaplanagem. Um grande perigo.

Hoje, inicio uma nova fase e um retorno às minhas origens com a tarefa de ajudar na campanha para deputado estadual do Guiomar Vidor, acompanhá-lo nas agendas, fazer a cobertura jornalística e fazer a manutenção das mídias da web.

Além disso, claro, fazer a minha campanha particular com tanta gente amiga que por aqui deixei e reencontro à partir de hoje. Então, mãos à obra!

De que lado você está?

12 jul

Condoleezza Rice não só é mulher, como é negra. Hillary Clinton é mulher. Yeda Crusius é mulher. Ana Amélia Lemos é mulher.

A condição de gênero, ou de raça, não determina a condição e o compromisso de classe de quem quer que seja. Os exemplos acima abonam provas inequívocas de que não basta ser mulher para que se tenha compromisso com a emancipação das mulheres. Até porque, no meu singelo entendimento, a emancipação das mulheres (ou dos negros) está intimamente ligada à emancipação da classe operária e dos trabalhadores.

De tal maneira que seria bizarro associar qualquer uma destas mulheres, acima citadas, a emancipação social e ao compromisso com a classe trabalhadora. Ou, no mínimo, uma visão profundamente equivocada de feminismo, definida filosoficamente como “sexismo”, que na minha compreensão, precisa ser combatida, já que a luta das mulheres não é e não pode ser uma luta contra os homens, em especial da sua própria classe.

Faço estes registros, pois estamos diante de uma disputa que vai determinar o futuro brasileiro, em diversas instâncias do poder. Eu, que defendo a candidatura de Dilma Rousseff, não posso me limitar a dizer que o faço pelo fato de Dilma ser mulher, simplesmente. Defendo a candidatura desta mulher porque ela representa a continuidade e a possibilidade de aprofundamento do projeto de desenvolvimento do Brasil, iniciada por um homem, o presidente Lula.

Da mesma forma, que meu candidato a governador é um homem: Tarso Genro. E, me oponho com fervor à Yeda Crusius, a mulher que disputa a reeleição no Rio Grande do Sul, pois está exatamente na contramão do projeto acima referido. Representa a estagnação e o retrocesso econômico e social de um dos Estados mais promissores do nosso país. Sem contar que combate com a força armada os movimentos sociais dos trabalhadores, numa verdadeira afronta à democracia.

Não é diferente na disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Sul ao Senado Federal. Eu cresci assistindo Ana Amélia Lemos fazer política, defender os interesses dos poderosos, através da maior rede de comunicação do Estado – a RBS (PIG do Rio Grande) e de repente, vemos ela diante das nossas televisões, descaradamente dizer que “agora vai entrar para a política”. Em primeiro lugar esta mulher só pode estar debochando da capacidade intelectual do povo gaúcho, não é?

Pois para enfrentar este discurso retrogrado e para mostrar que não basta ser mulher, que dispomos no RS de uma outra mulher nesta disputa. Ainda pouco conhecida, é verdade. Mas, por conhecê-la desde muitos anos, tenho plena convicção de que bastará iniciar os debates e o Rio Grande vai se orgulhar de ter Abgail Pereira como candidata ao Senado.

E não é só uma mulher, não! Trata-se de uma mulher de longa trajetória na luta de gênero. Aliás, quando eu a conheci ela presidia a UMCA (União de Mulheres Caxienses). Sempre esteve à frente da defesa do feminismo.

Mas, como disse acima, não dá para dissociar a luta de gênero das questões de classe. Por isso mesmo, a história de Abgail Pereira sempre foi ligada ao movimento sindical. Ela já foi presidente do sindicato da sua categoria e, por sua firmeza e determinação na defesa dos trabalhadores, esteve à frente de entidades nacionais, sendo atualmente a Secretária Nacional das Mulheres da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

Entretanto, não podemos esquecer que temos DOIS votos para o Senado. Por isso, vou votar também para reeleger o Senador Paulo Paim.  Homem. Mas um homem que sempre honrou seus eleitores e o povo gaúcho, destacando-se como um dos principais defensores dos interesses dos trabalhadores no Senado do país. Logo, para o Senado votarei numa mulher e num negro, mas não pela condição de gênero ou de raça. Pela condição e compromisso de classe de ambos.

Pra ganhar a minha copa

6 jul

 

Viva il peccato di gola!

23 jun

Eu nasci numa cidade de colonização italiana mas de italiana só tenho algumas receitas na mente, o paladar e a gula. A convivência com esta cultura me ensinou a saborear delícias que só os italianos sabem fazer.

Tortéi, agnoline, carne lessa, crem, fortaia, scodeguin, polenta, radite, entre outras apetitosas receitas da culinária italiana.

Convivendo comigo, meu amor também aprendeu a conhecer e gostar destas apetitivas pedidas. Pensando nestas maravilhas e por pedido dele, hoje preparei para nós uma fortaia com formaggio e linguiça! Viva o pecado da gula!