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Miro Borges e o Blogprog

22 ago

O 1° Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas ultrapassou todas as expectativas. A expectativa dos organizadores, que não esperavam um número tão grande de participantes e a expectativa dos participantes, que se surpreenderam com a organização que teve à frente três entidades: Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, a Altercom e o Movimento dos Sem Mídia.

É bom lembrar que as duas primeiras ainda são entidades recém nascidas. Bebezinhos que já nasceram cheios de gás. Já pensou o que estes moleques vão aprontar quando crescer?

Particularmente, como participante deste histórico acontecimento da blogosfera, quero parabenizar o Luis Nassif (Luis Nassif On line), o Paulo Henrique Amorim (Conversa Afiada), o Luiz Carlos Azenha (Vi o Mundo), o Rodrigo Viana (Escrevinhador), a Conceição Oliveira (Maria Frô), a Conceição Lemes, o Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania), o Renato Rovai (Revista Forum) e, muito especialmente o Miro Borges (Blog do Miro).

E a referência ao Miro não é por qualquer motivo, não. As pessoas que me conhecem há pelo menos uns 18 anos, sabem que sou fã deste cara há pelo menos esse período de tempo. Na verdade, já conhecia o trabalho dele, mas foi entre 1992 e 1993 que o conheci pessoalmente e passamos a ter convívio militante e de amizade. E, rasgar a seda para o Miro não me causa qualquer constrangimento. Ao contrário, tenho imenso orgulho de ser amiga e companheira em muitas atividades.

Por coincidência ou destino, viemos militando nas mesmas frentes, desde que o conheci. Militei na frente de formação sindical e atuamos no Centro de Estudos Sindicais nos anos 90. Também militei com ele na frente de comunicação, tanto internamente no mesmo Partido, quanto no movimento de luta pela democratização da comunicação.

Agora, como blogueira, twiteira e ativista da internet e suas redes sociais, voltamos a nos encontrar, através deste movimento de blogueiros progressistas. Acho que sou uma mulher de muita sorte, pois participar de organizações que tem o Miro como dirigente, representa a certeza de que teremos um pulso firme na defesa dos nossos pleitos e ao mesmo tempo um exemplo de amplitude, democracia e capacidade de dialogo como poucos.

Não é por acaso que Miro circula entre os principais defensores das bandeiras democratizantes e do direito à comunicação, sendo reverenciado por tanta gente. Além disso, deixo um depoimento acerca da pessoa Miro Borges: trata-se de um ser absolutamente carinhoso com todas as pessoas com quem convive. É um grande amigo do qual me orgulho e me esforço para jamais perder o vínculo.

Uma vez eu já disse isso e não me custa repetir: Miro é para mim um exemplo de dirigente político, companheiro de lutas e amigo. Todas as três coisas no sentido mais profundo que as palavras possam carregar.

Obrigada, Miro!

Visite também o Blog do Miro.

(foto1 – Organizadores do evento; foto 2 – Márcia, Miro e eu; foto 3 – Miro)

Presenças ilustres ou simplesmente FIGURÁSSAS

22 ago

 Entre o ator José de Abreu e Sr. Cloaca do Blog Cloaca News

Sexta-feira, 13 para os yanques

13 ago

Hoje é sexta-feira, 13! Dizem os supersticiosos que é dia do …. (pelo sim, pelo não, melhor não mencionar a palavra).

Hoje também Fidel Castro, líder da Revolução Cubana, completa 84 anos de VIDA. Vida, em letras maiúsculas, porque muitos dos nossos amiguinhos do norte do continente o queriam morto. Aliás, muito já se especulou sobre a saúde do homem e até já tentaram, via noticiários sensacionalistas, afirmar seu óbito.

Mas, contrariando as notícias ufanistas, ele aparece e reaparece vivinho da silva. Também, vá que seja verdade que Fidel tenha morrido, podemos chegar a seguinte conclusão: ou São Pedro o mandou de volta por medo de uma revolução no céu, ou São Pedro é socialista e preferiu deixá-lo incomodando mais um pouco os yanques.

Vai saber?

Em todo caso, feliz aniversário, comandante! E, (aquela palavra) é dos capitalistas!

Maldita manguaça

11 ago

Conforme andei apurando através do “todo poderoso” Google, a cegonha tinha o hábito de fazer seu ninho ao lado das chaminés das casas, para cuidar de seus filhotes, numa demonstração de generosidade e fidelidade ao ninho. Assim, na Escandinávia, a ave foi escolhida para dar origem à lenda de que os bebês eram trazidos pela cegonha, com a finalidade de explicar às crianças a aparição de um novo membro na família.

Ontem, numa das minhas reclamações permanentes contra o frio e reafirmando minha aversão ao inverno, meu querido amigo, o presidente em exercício da CTB, Nivaldo Santana, chamou minha atenção, dizendo que fui aculturada por reclamar incessantemente do frio.

Então, percebi que eu vim ao mundo, mais especificamente surgindo em Caxias do Sul, trazida no bico de uma cegonha bêbada. Ela estava voando com destino ao nordeste brasileiro. No caminho acabou fazendo parada num bolicho de beira de estrada e, como estava frio, encheu a cara de vinho. Voltou ao ar, mas a vertigem não lhe permitia seguir em frente. Passando por Caxias do Sul, num frio de renguear cusco, avistou diversas chaminés fumegando.

O vinho lhe colocava zonza, então pousou ali mesmo e, por descuido (de bêbado não tem dono, mesmo) deixou a criança (no caso, eu) naquela casa mesmo. E dormiu ao lado da chaminé, curtindo o calorzinho que subia do fogão de lenha. Quando acordou, nem lembrava que tinha uma encomenda para o nordeste brasileiro.

Ou seja, caro Nivaldo. Não fui aculturada. Apenas sou uma nordestina que nasceu no lugar errado. Maldita cegonha! Maldita manguaça! Maldito inverno!

Maravilhosa alienação

6 ago

Ontem, enquanto assistia o jogo do Inter na semifinal da Libertadores, que valia a vaga para a Final, mas também para o Mundial Interclubes da Fifa, já que o outro finalista da Libertdadores da América, o mexicano Chivas, não poderá representar o continente sulamericano, pois pertence a outra federação do norte e Caribe, pensava no ano de 2006, que significou o ano das maiores glórias do clube do povo gaúcho.

Lembrei do dia 09 de agosto de 2006, no mesmo Morumbi, com cerca de 70 mil são-paulinos, onde aconteceu o primeiro jogo das finais e dos dois gols de Rafael Sóbis, que assegurava que, na partida de volta, no templo colorado denominado de Gigante da Beira Rio, bastava um empate para que erguêssemos a Taça Libertadores da América.

Mas, ontem também me reportei àquele dia muito chuvoso – 16 de agosto de 2006. Por volta das 17h minha filha e eu nos dirigimos para o Beira Rio, para um jogo que só iria começar por volta das 21h. Júlio não pode ir, pois estava trabalhando. Compramos uma daquelas capinhas de chuva descartáveis, de plástico e enfrentamos horas de uma interminável fila que dava volta no estádio. Estávamos muito molhadas, mas tudo valia à pena pelo nosso amor ao Inter.

Inter e São Paulo empataram em 2×2, num jogo tenso, de muito sofrimento para os mais de 40 mil colorados que lotaram o Gigante, com gols de Fernandão (hoje, lamentavelmente no São Paulo) e Tinga (de volta ao Inter) para o Inter e Fabão e Lenilson para o São Paulo.

O Inter ganhava por 2×1, quando aos 40 minutos do segundo tempo, o São Paulo empatou e jogava ofensivamente, proporcionando perigo a vitória colorada. Minha filha chorava compulsivamente.

Os últimos minutos de jogo foram de muita apreensão. O tempo parecia que não passava e o São Paulo atacava, fazendo com que Clemer, nosso então goleiro, tivesse que fazer defesas espetaculares. Felizmente o jogo acabou e o Beira Rio explodiu.

Jamais esquecerei a imagem de Rafael Sóbis, que também está de volta ao Inter, tomando para si uma imensa bandeira, correndo como um menino e indo até a frente da Guarda Popular vibrar com a massa colorada. Para quem diz que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, saiba que, como ontem, naquele 16 de agosto, o nosso querido Tinga foi expulso, pois, ao comemorar seu gol, levantou a camisa exibindo outra com dizeres religiosos.

Ontem era o dia do primeiro debate entre os presidenciáveis e, enquanto eu assistia o jogo, também pensava que deveria assistir ao debate. Preferi 90 minutos de muita emoção, muito amor e da minha maravilhosa alienação. Isso não significa que esteja negando meu compromisso com minha consciência social, com o futuro e a continuidade do projeto iniciado por Lula e que só poderá seguir em frente com a eleição da Dilma.

Mas, eu merecia essa “glória do desporto nacional” que só o meu Internacional me permite sentir.

Como um dia de domingo…

2 ago

Chove…

1 ago

Enquanto chove torrencialmente em Porto Alegre, só me resta assistir a disputa de video game destes dois.