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Deu Zica e a culpa é da Gimenez

5 jul

Eu descobri que ele existia aos meus 13 anos, mais ou menos, quando minhas primas que moravam em Blumenau vieram morar em Caxias do Sul. Nesta época todo adolescente tem um ídolo. O meu era Michael Jackson. O dela Mick Jagger. Não eram os Rolling Stones. Era apenas o Mick Jagger.

Então eu o conheci. Nunca fui roqueira convicta, apesar de não abrir mão de algumas canções e artistas do gênero. Logo, Mick Jagger e os Rolling Stones não estavam entre minhas predileções e, por isso, não acompanhei sua trajetória, exceto pelas curiosidades que rodearam a carreira desses artistas.

Ao pensar em algo para dizer sobre eles, logo me vêm à memória a curiosidade acerca do guitarrista do grupo, Keith Richards, que cheirou o pai, ou seja, num momento de completa alucinação acabou cheirando as cinzas de seu pai, durante uma farra com drogas.

Agora, Mick volta a cena, como ícone pé-frio da copa do mundo. Todos os times que contaram com sua torcida receberam a Dona Zica e acabaram voltando pra casa. A culpa do Brasil ter voltado pra casa não é dele. É da Luciana Gimenez pois, se a moça não tivesse tido um filho de Mick, talvez ele jamais tivesse torcido pelo Brasil.

Deu Zica!

Dia sem Globo

25 jun

A gente é do país da alegria e do futebol

16 jun

O povo brasileiro é singular e já nasce torcendo para algum time. Já virou tradição presentear logo os bebês com a roupa do time preferido, afim de garantir a nova geração de aficionados por futebol e mais especificamente para o nosso time.

A criatividade do nosso povo, manifestada – em especial – nas zombarias do futebol é algo excepcional. As piadas surgidas dos arrabaldes da cidade denotam a capacidade fecunda que só um povo tão esplêndido como o brasileiro tem.

Observe o engenho contido neste exemplo: Na sua última passada pelos pampas, Nivaldo Santana, corintiano entusiasta, resolveu se redimir com os gaúchos e gaúchas e contou a piada do seu próprio time.

A gente gostou e reproduz: “No dia seguinte a eliminação do Corinthians na Copa Libertadores da América pelo Flamengo, o dirigente do corintiano foi ter com Deus para saber se algum dia o time seria campeão da Libertadores. Sem qualquer vacilo Deus respondeu: Sim. O Corinthians vais ser campeão, só que não será na minha gestão”.

Há também as superstições. Existem pessoas que só assistem seu time jogar com uma determinada roupa ou num determinado local. Também tem aquelas que não assistem o jogo, em hipótese alguma, acompanhado dos chamados “pés-frios”.

Nilo Feijó me contou que numa oportunidade resolveu ser solidário a um amigo que gostaria de ir ao Beira Rio, porém não tinha companhia. Ao chegarem ao Estádio, quando se sentava para assistir a partida, o amigo anunciou: “Toda vez que venho no Estádio o Inter perde!”. Putz. Dito e feito. O tal amigo acabava de perder outra companhia para ir ao campo.

Aliás, quando assisto os jogos do Inter pela TV, gosto de ouvir pelo rádio. Escuto na Rádio Gaúcha, desde que o narrador seja o Pedro Ernesto Denardin. Se não for ele, gosto de ouvir pela Rádio Guaíba, contanto que seja na voz do Haroldo de Souza.

No último jogo da Libertadores antes do recesso da Copa do Mundo, o Estudiantes venceu o meu Inter por 2 a 1, mas acabou perdendo a vaga para o Internacional por ter levado um gol dentro de casa. Na soma dos dois resultados, o confronto terminou em 2 a 2. Mas o Inter levou a melhor por ter feito um gol fora de casa.

O gol do Inter só saiu aos 43 minutos do segundo-tempo. Só que há um detalhe: meu companheiro e eu assistíamos o jogo pela TV e ouvíamos pela Rádio Gaúcha. O Narrador era o Marco Antônio Pereira e o Inter seguia perdendo. Já estávamos nos aproximando do final do jogo e aquilo foi me agoniando.

O Júlio gosta mesmo de ouvir pela Gaúcha, independente de quem seja o locutor. Por isso, não lhe pedi que trocasse de estação. Foi então que, nos últimos minutos de jogo, sai da sala, liguei a TV do quarto e o rádio do meu celular na Rádio Guaíba. Pronto. Bastou eu ouvir a voz do Haroldo e Gooooooooooool do Inter. Bastou para confirmar minha superstição: ou o locutor é o Pedro Ernesto Denardin ou é o Haroldo de Souza.

Agora, na Copa do Mundo, os tópicos do twitter tiveram uma pane por conta do “Cala Boca Galvão”. Eu apoio a campanha. Que mala é esse cara! Apesar de que não há muitas alternativas na televisão de Santa Clara. Na Band tem o insuportável Neto. Nas SportTV também não há grandes coisas…

Mas o Galvão exagera. Ele é – sem qualquer sombra de dúvidas – pior do que 40 mil vuvuzelas tocando ao mesmo tempo num estádio. Ontem, na estréia pífia da nossa seleção Galvão se esforçou e forçou a barra nos elogios ao Kaká, que não apareceu para o jogo. Acabou elogiando o “modelito” de Dunga. Mas sem deixar de se auto-promover, até nisso: “O Dunga está fashion! Tem gente que pode discordar, mas quem é moderno vai admitir que o Dunga está fashion!”. Ninguém merece: Cala boca Galvão!

Enfim, engolindo o Neto, o Galvão, com as crendices, com as anedotas e galhofas, o bom mesmo é ter nascido no Brasil, o país que a gente nasce e recebe um fardamento… A gente é aquele povo que troca de emprego, troca de marido e/ou esposa, troca de partido político, mas, depois que escolhe um time, não troca nunca mais. Nós somos, com muito orgulho, do país do futebol.

O nome do meu orgulho hoje é Abgail Pereira

13 jun

Outra grande amiga de décadas, minha comadre (dinda – de fato – da minha filha), Abgail Pereira, ou simplesmente BIGA, foi lançada hoje, pelo PCdoB, como candidata a Senadora, na chapa com o já Senador Paulo Paim. É, particularmente para mim, um grande orgulho esta candidatura.

A Biga é uma mulher de luta. Jamais vacilou na defesa dos trabalhadores e das trabalhadoras. Com toda certeza será um voto de honestidade, de respeito ao ser humano, de dignidade, entre outras coisas, votar em Abgail Pereira.

Entretanto, muito mais do que isso, estarei votando e empenhada em ajudar na campanha dela, porque conheço e afianço meu próprio nome como só há motivo de orgulho em poder votar em uma pessoa que, assim como Paim, honrará o povo brasileiro no Senado Federal.

Posso dizer que agora o meu time, a minha seleção para 2010 está completa com os melhores craques: Para presidente a nossa Dilma, no Governo do Estado, Tarso Genro. No Senado dois trabalhadores aguerridos: Paim e Biga. Para deputado federal, o combativo Assis Melo e, para deputado estadual, outro nome que também afianço sem qualquer medo de errar: o meu companheiro e também grande amigo, Guiomar Vidor.

Com um time destes, é pra vencer a copa do povo!

Gratidão, respeito, idolatria e uma pontinha de medo

21 maio

Quem lembra daquele personagem de desenho animado que se chamava Capitão América? Nós, colorados, temos um super herói de verdade, com esse título. Muito mais bonito que aquele dos quadrinhos que usava uma roupa de bandeira estadunidense.

Nosso “Capitão América” atende pelo nome de Fernandão e tornou-se o maior ídolo da nova geração colorada em 2006. Ele foi grande organizador de uma equipe que, naquele ano, só proporcionou alegria e as maiores e melhores emoções que um torcedor pode ter.

Poucos jogadores possuem a capacidade que sobra ao nosso F9: uma visão de jogo espetacular. Quando falo a palavra “espetacular”, peço que os leitores não a entendam como figura de linguagem, mas no seu sentido literal, ou seja, de show, espetáculo que se realiza para a contemplação e o gozo.

Dos seus pés saem passes perfeitos. Da sua cabeça quantos gols me induziram à vibração. Quando a bola lhe chega ele sabe, exatamente, para onde deve remetê-la, pois parece ter na mente uma fotografia da posição de cada um naquele abreviado momento.

Além disso, o nosso querido, amado Capitão tem uma colossal envergadura para liderar. Quem duvida, assista ao filme “Mundo Vermelho” que trás o documentário da conquista do Mundial da Fifa pelo Inter, em dezembro de 2006 e vejam o papel do Fernandão no vestiário do estádio de Yokohama, contra o “todo poderoso” Barcelona, com Ronaldinho Gaúcho e tudo mais.

Depois, quando o Capitão América partiu para “as arábias”, fiquei acompanhando-o no seu blog “F9” (não está mais no ar), onde ele revelava seu amor pela equipe gaúcha. Aliás, nosso Fernandão manteve uma casa em Porto Alegre. E sua moto colorada, também.

Quando começou rescindir seu contrato com o Al-Gharafa, ele manifestou – não apenas – seu desejo de retornar ao Brasil, mas também de voltar para o Inter. Entretanto, apesar da idolatria da torcida, apesar de ser um jogador que vestiu (em todos os sentidos) a camiseta do time, apesar de todas as alegrias que proporcionou à família colorada, recebeu dos cartolas dirigentes uma porta fechada.

Assim, Fernandão acabou regressando para o Goiás (seu time de origem) jogar ao lado de Iarley, outro ídolo colorado injustiçado pela Direção do Inter.

Mesmo assim, no primeiro confronto entre Inter e Goiás após a volta do F9, um Beira Rio lotado ovacionou o Capitão América que, coincidência ou não, foi expulso aos 13 minutos de jogo, não participando da disputa contra seu time do coração. Qual torcedor colorado não se emocionou com esta demonstração de amor do nosso Fernandão?

Agora Fernandão foi jogar no São Paulo. E o próximo duelo do Inter na fase semifinal da Libertadores é justamente contra eles. Aliás, uma peleja cheia de significados, pois em 2006, quando o Inter conquistou a Taça Libertadores da América, foi justamente derrotando o São Paulo e tendo à frente o nosso Capitão América. Nosso – que agora é deles!

Então, devo dizer ao F9 que lhe tenho a mais profunda gratidão por toda alegria que me ofereceu. Que lhe dedico imenso respeito – na mesma medida que figuras lendárias do meu Inter, como Dom Elias Figueroa, Bodinho, Falcão, entre outros. Digo-lhe ainda que o consagro idolatria. Mas – e por tudo isso – também conservo uma pontinha de medo, no combate que se avizinha.

Ainda assim, mesmo que ele não esteja vestindo o sagrado manto vermelho da camisa colorada, vou sempre cantar, quando lhe ver pisar no tapete verde das quatro linhas: uhuhúúúú, terror! Fernandão é matador!

Irreverência africana

13 abr

Os funcionários públicos sul-africanos, organizados num Sindicato que representa cerca de 130 mil trabalhadores municipais, estão em greve reivindicando melhores salários com um reajuste de 15%.

Por mais que vociferem os reacionários, a greve acontece no momento mais favorável, faltando 59 dias para o início da Copa do Mundo. E é assim mesmo que se faz. Quando mais se precisa dos serviços, maiores as possibilidades de terem suas reivindicações atendidas.

Entretanto, assistindo uma reportagem sobre a greve dos trabalhadores da África do Sul, o que mais me chamou a atenção foi a forma como as manifestações acontecem por lá. A irreverência e alegria dos grevistas nas ruas de Johannesburgo e em outras cidades sul-africanas me reportaram para a hereditariedade do povo brasileiro.

Apesar das adversidades e das imensas dificuldades, é um povo que luta sorrindo, cantando, dançando. É um povo criativo e risonho que, com certeza, fará um espetáculo à parte nas arquibancadas da Copa do Mundo, com muita irreverência, ritmos e cores.

TUDO de novo?

23 mar

Faz tempo que não falo de futebol e não é para menos: ando mesmo indignada! E, para completar minha revolta, estive no Beira Rio na noite do último domingo. Pois é! Se comprovou que domingo é realmente um dia inútil.

Assistir o jogo Inter x Pelotas já não era o melhor programa que se poderia almejar. Tanto que o público ficou na casa dos mirrados 11 mil torcedores. Meu marido e eu éramos dessas pessoas que, por pura falta de opção, fomos para o estádio.

Tem coisas que não se faz! A gente precisa se preservar! Ninguém tem necessidade de “procurar sarna pra se coçar”. Mesmo assim, fomos para o jogo. Pra quê? Para – provavelmente – extenuar a gastrite, impetrar um agastamento, revogar o humor, sacrificar o domingo. Sim. Essa é a única explicação para alguém sair de casa e ir para o Beira Rio assistir Inter x Pelotas. Ou melhor, para assistir o Pelotas.

Será que alguém consegue compreender a minha cólera? Eu vou explicar aos não-colorados, pois os colorados que me lêem, por certo, não necessitam de qualquer esclarecimento. Acontece que eu sou colorada! Acontece que eu tenho a paixão pelo Inter à flor da pele! Acontece que minha idolatria vem sendo violentada por uma direção e um técnico que não consegue compreender esse amor!

Ora, ir ver o Inter jogar retrancado, pelo Gauchão, em pleno Beira Rio? Ver aquele #%*@#%* do Alecsandro perder gol que até eu faria? Ver o monte de cacas cometidas pelo Fabiano Eler (mesmo fazendo um dos gols da partida) e depois fazer demagogia na imprensa? Ver Giuliano ser substituído por Bruno Silva para retrancar ainda mais o time?

Quem passa pela Av. Padre Cacique, depara-se com uma imensa faixa na frente do estádio com os dizeres: “Queremos TUDO de novo”. Minha vontade é colocar outra faixa lá, completando a frase: “Mas a direção não quer!”.