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Pé na estrada

19 jul

Aqui no RS estamos “virando sapos”, de tanta chuva!

Mesmo assim, passei o findi no litoral, dando e recebendo colinho da minha pequena.  A saudade já nem cabia mais no peito. Entretanto, encarar a rodovia com tanta chuva, não é moleza.

Há quem diga (e justifique a cobrança) que estradas pedagiadas são bem cuidadas, não é verdade? Não é bem assim: a nossa “Freewai”, que liga Porto Alegre até Osório cobra R$ 10,50 na ida e R$ 3,50 na volta dos cerca de 100 km. Quem, como eu, encarou a mesma neste fim de semana, constatou que há diversos pontos onde a água se acumula sobre a pista, provocando aquaplanagem. Um grande perigo.

Hoje, inicio uma nova fase e um retorno às minhas origens com a tarefa de ajudar na campanha para deputado estadual do Guiomar Vidor, acompanhá-lo nas agendas, fazer a cobertura jornalística e fazer a manutenção das mídias da web.

Além disso, claro, fazer a minha campanha particular com tanta gente amiga que por aqui deixei e reencontro à partir de hoje. Então, mãos à obra!

De que lado você está?

12 jul

Condoleezza Rice não só é mulher, como é negra. Hillary Clinton é mulher. Yeda Crusius é mulher. Ana Amélia Lemos é mulher.

A condição de gênero, ou de raça, não determina a condição e o compromisso de classe de quem quer que seja. Os exemplos acima abonam provas inequívocas de que não basta ser mulher para que se tenha compromisso com a emancipação das mulheres. Até porque, no meu singelo entendimento, a emancipação das mulheres (ou dos negros) está intimamente ligada à emancipação da classe operária e dos trabalhadores.

De tal maneira que seria bizarro associar qualquer uma destas mulheres, acima citadas, a emancipação social e ao compromisso com a classe trabalhadora. Ou, no mínimo, uma visão profundamente equivocada de feminismo, definida filosoficamente como “sexismo”, que na minha compreensão, precisa ser combatida, já que a luta das mulheres não é e não pode ser uma luta contra os homens, em especial da sua própria classe.

Faço estes registros, pois estamos diante de uma disputa que vai determinar o futuro brasileiro, em diversas instâncias do poder. Eu, que defendo a candidatura de Dilma Rousseff, não posso me limitar a dizer que o faço pelo fato de Dilma ser mulher, simplesmente. Defendo a candidatura desta mulher porque ela representa a continuidade e a possibilidade de aprofundamento do projeto de desenvolvimento do Brasil, iniciada por um homem, o presidente Lula.

Da mesma forma, que meu candidato a governador é um homem: Tarso Genro. E, me oponho com fervor à Yeda Crusius, a mulher que disputa a reeleição no Rio Grande do Sul, pois está exatamente na contramão do projeto acima referido. Representa a estagnação e o retrocesso econômico e social de um dos Estados mais promissores do nosso país. Sem contar que combate com a força armada os movimentos sociais dos trabalhadores, numa verdadeira afronta à democracia.

Não é diferente na disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Sul ao Senado Federal. Eu cresci assistindo Ana Amélia Lemos fazer política, defender os interesses dos poderosos, através da maior rede de comunicação do Estado – a RBS (PIG do Rio Grande) e de repente, vemos ela diante das nossas televisões, descaradamente dizer que “agora vai entrar para a política”. Em primeiro lugar esta mulher só pode estar debochando da capacidade intelectual do povo gaúcho, não é?

Pois para enfrentar este discurso retrogrado e para mostrar que não basta ser mulher, que dispomos no RS de uma outra mulher nesta disputa. Ainda pouco conhecida, é verdade. Mas, por conhecê-la desde muitos anos, tenho plena convicção de que bastará iniciar os debates e o Rio Grande vai se orgulhar de ter Abgail Pereira como candidata ao Senado.

E não é só uma mulher, não! Trata-se de uma mulher de longa trajetória na luta de gênero. Aliás, quando eu a conheci ela presidia a UMCA (União de Mulheres Caxienses). Sempre esteve à frente da defesa do feminismo.

Mas, como disse acima, não dá para dissociar a luta de gênero das questões de classe. Por isso mesmo, a história de Abgail Pereira sempre foi ligada ao movimento sindical. Ela já foi presidente do sindicato da sua categoria e, por sua firmeza e determinação na defesa dos trabalhadores, esteve à frente de entidades nacionais, sendo atualmente a Secretária Nacional das Mulheres da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

Entretanto, não podemos esquecer que temos DOIS votos para o Senado. Por isso, vou votar também para reeleger o Senador Paulo Paim.  Homem. Mas um homem que sempre honrou seus eleitores e o povo gaúcho, destacando-se como um dos principais defensores dos interesses dos trabalhadores no Senado do país. Logo, para o Senado votarei numa mulher e num negro, mas não pela condição de gênero ou de raça. Pela condição e compromisso de classe de ambos.

CTB entrega pauta dos trabalhadores para Tarso Genro

7 jul

Nesta quarta-feira, 07 de julho, a primeira agenda do candidato ao governo gaúcho, Tarso Genro e seu vice, Beto Grill foi com a CTB-RS (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) onde participou de um café da manhã, no Personal Royal Hotel, em Caxias do Sul.

Estiveram presentes os membros da Direção Executiva da CTB-RS, dirigentes sindicais de diversas entidades do estado, além dos candidatos e membros licenciados da Central: Guiomar Vidor (candidato a deputado estadual) e Assis Melo e Vicente Selistre (candidatos a deputado federal), além da dirigente nacional e candidata ao Senado, Abgail Pereira – Biga.

Na oportunidade a Central apresentou um documento contendo os pleitos dos trabalhadores gaúchos, visando obter a adesão do candidato. O documento da CTB-RS afirma que “o povo gaúcho orgulha-se de seu passado, mas envergonha-se de seu presente de estagnação e retrocesso”. Para a Central, o Rio Grande do Sul está na contramão do país e carece de respostas que recoloquem o Estado no rumo do desenvolvimento e da construção de melhores condições de vida para seu povo.

Sérgio de Miranda, presidente em exercício da CTB-RS, afirmou que “a economia do estado refluiu e atingiu o setor agropecuário, com reflexos negativos, em vários setores da atividade econômica gaúcha”. Para ele é necessário que a retomada do desenvolvimento esteja ligada à valorização daqueles que trabalham. Ele lembrou que o atual governo, ao contrário, empenhou-se recentemente em desvalorizar e extinguir o Piso Salarial Regional, por exemplo.

Tarso Genro acolheu o documento dizendo que o mesmo estava inteiramente integrado ao seu projeto de governo. “Não há nada no documento da CTB que possa causar qualquer estranheza aquilo que estamos defendendo, por isso, recebemos com muito compromisso as propostas que os trabalhadores nos trazem”, disse o candidato.

“Quanto a agenda social que a CTB apresenta, também quero dizer que somos parceiros”, asseverou Tarso. “Assim como no projeto em curso no país que a companheira Dilma dará continuidade, aqui no Rio Grande também não nos interessa desenvolver a economia se no crescimento não estiver contido a valorização da classe trabalhadora, o aumento do poder de consumo do nosso povo e a ampliação da democracia”, completou.

Após o café da manhã aconteceu uma caminhada pelo centro de Caxias do Sul, um almoço com lideranças da região da serra e uma plenária com os movimentos sociais. A direção da CTB-RS avaliou que a atividade foi bem sucedida, pois, cada vez mais os trabalhadores precisam ser protagonistas dos processos políticos do país.

Pra ganhar a minha copa

6 jul

 

Aos que lutam: justiça!

5 jul

Conforme informei, em virtude da mudança da sede da CTB e do decorrente cansaço, fiquei uma semana praticamente ausente daqui. Durante esta semana muita coisa aconteceu: o Brasil foi eliminado e acabamos chupando uma laranja azeda, a campanha eleitoral ainda nem começou e Dilma vai ampliando seu espaço e nem as pesquisas manipuladas conseguem mais esconder.

Há, entretanto, uma terceira coisa que ocorreu nesta semana que não escrevi, sobre a qual quero tentar discorrer: o assassinato de dois camaradas na Bahia.

Não vou falar aqui da importância destas duas pessoas: o aguerrido sindicalista Paulo Colombiano e sua companheira Catarina Galindo, irmã de meu querido amigo Geraldo Galindo. Já se falou sobre o papel que ambos desempenharam, de suas vidas dedicadas ao compromisso com uma sociedade de igualdade.

Por óbvio, foi tudo o que ambos representaram que este brutal crime os vitimou. E é disto que quero falar: do banditismo sindical e político que ainda insiste em prevalecer.

Não é possível que em 2010, depois de termos rompido com as páginas da história brasileira manchadas com o sangue de heróis populares, durante 20 anos de ditadura, onde lutadores deram sua vida pela democracia, sejamos surpreendidos por um fuzilamento a sangue-frio, num final de tarde nas ruas de Salvador.

Não dá para aceitar que a prática da força bruta, da violência, da bala, numa sociedade que afirma respeitar as liberdades democráticas, seja empregada para calar a voz de militantes abnegados.

Não posso conceber que a justiça não se cumpra com a rapidez necessária para que atos como o que levou cruelmente Colombiano e Catarina jamais se repitam.

Indignação, revolta e medo me circundam. Medo. Tenho medo que, se tal atitude não for afugentada com coragem, ela acabe dando espaço a banalidade e se repetindo noutras oportunidades.

Não calemos! Justiça a Colombiano e Catarina! Justiça a todos os que lutam por justiça!

Para ler sobre o assassinato de Paulo Colombiano e Catarina Galindo CLICA AQUI

Breve justificativa

1 jul

Durante esta semana tenho me mantido off line, em virtude da mudança de local que fizemos na sede da CTB. Ainda estamos desencaixotando tudo. A maior bagunça, mas depois ficará lindo. Tenho saído de casa muito cedo e voltado muito tarde, tão cansada que, somente hoje, em quase toda a semana, criei coragem de acessar a internet e passar por aqui. Já estamos chegando ao final e, prometo, na semana que vem, volto pra cá com todo o gás.

Sanciona Lula!

28 maio

Estou em campanha e acho que quem tiver blog também deveria publicar esse vídeo, afinal é o futuro de todos nós, que um dia seremos aposentados, que está em jogo.