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Coisas inatingíveis?

31 jul

“Se as coisas são inatingíveis Ora… não é motivo para não querê-las Que tristes os caminhos Se não fora a presença distante das estrelas.”

Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas… Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a Eternidade.

Nasci no rigor do inverno, temperatura: 1grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não estava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro – o mesmo tendo acontecido a sir Isaac Newton! Excusez du peu… Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! sou é caladão, introspectivo. Não sei porque sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros?

Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da poesia é a busca da forma (não da fôrma), a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o fato de ter sido prático de farmácia durante cinco anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Erico Verissimo – que bem sabem (ou souberam) o que é a luta amorosa com as palavras.

(Texto escrito pelo poeta para a revista IstoÉ de 14/11/1984 – Fotos de Liane Neves)

Dupla homenagem: aos 104 anos de nascimento de Mário Quintana e aos 50 anos da minha comadre, amiga e nossa candidata ao Senado Abgail Pereira, para quem dedico a doçura de Quintana.

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Recarregar baterias

11 jul

Outras Manhãs

21 jun

Eu vou contar um segredo para meus leitores: tenho uma amiga que é claridade pura, iluminada como a luz do sol e brilhante como uma lua cheia em noite do interior. Aliás, ela tem LUA até no nome.

Como se não bastasse, é uma talentosíssima escritora e, à partir de agora, o mundo começa a conhecer este inclinação extraordinária para o uso das palavras.

No próximo dia 25 a partir das 19 horas, na Bamboletras, vai acontecer o lançamento e a sessão de autógrafos do livro de contos “Outras manhãs” desta minha linda amiga Mara Lua da Rosa – Marinha, como prefiro chamar.

Ela já tem mais de 10 trabalhos publicados, 3 prêmios literários nacionais e 1 internacional. Entretanto, “Outras manhãs” é seu primeiro livro “solo”, que traz 5 narrativas onde as personagens centrais são mulheres.

O livro foi prefaciado pelo escritor Luiz Antonio de Assis Brasil, que diz: “este livro tem a verdade do que é espontâneo aliada ao sólido desejo de narrar bem. E o consegue… O amor e suas circunstâncias é uma das preocupações da autora. Mas será sempre um amor complexo, de limites móveis, impossível de ser cerceado. No meio de tantas depressões de nossa cultura, devemos saudar Outras manhãs“.

Chique, né? Ela merece!

E merece tua presença, também no lançamento e sessão de autógrafos:

Data: 25 de junho de 2010
Horário: 19 horas
Local: Bamboletras – Gal. Lima e Silva, 776, loja 3 – Porto Alegre/RS
Valor: R$ 22,00

Luz!

18 jun

Muita luz no teu caminho…

O nome do meu orgulho hoje é Abgail Pereira

13 jun

Outra grande amiga de décadas, minha comadre (dinda – de fato – da minha filha), Abgail Pereira, ou simplesmente BIGA, foi lançada hoje, pelo PCdoB, como candidata a Senadora, na chapa com o já Senador Paulo Paim. É, particularmente para mim, um grande orgulho esta candidatura.

A Biga é uma mulher de luta. Jamais vacilou na defesa dos trabalhadores e das trabalhadoras. Com toda certeza será um voto de honestidade, de respeito ao ser humano, de dignidade, entre outras coisas, votar em Abgail Pereira.

Entretanto, muito mais do que isso, estarei votando e empenhada em ajudar na campanha dela, porque conheço e afianço meu próprio nome como só há motivo de orgulho em poder votar em uma pessoa que, assim como Paim, honrará o povo brasileiro no Senado Federal.

Posso dizer que agora o meu time, a minha seleção para 2010 está completa com os melhores craques: Para presidente a nossa Dilma, no Governo do Estado, Tarso Genro. No Senado dois trabalhadores aguerridos: Paim e Biga. Para deputado federal, o combativo Assis Melo e, para deputado estadual, outro nome que também afianço sem qualquer medo de errar: o meu companheiro e também grande amigo, Guiomar Vidor.

Com um time destes, é pra vencer a copa do povo!

Coisa pra se guardar…

13 jun

Décadas de amizade, não é pra qualquer um (a)…

Essa é a Ivani – a Nega, com quem divido uma bela amizade desde os anos 80 e com quem dividi moradia lá pelo início dos anos 90.

Tanto tempo depois e nossa amizade e respeito mútuo só se fortalece.

Quer uma estrela?

7 jun
Era feriado de páscoa e ele a acompanhou na viagem à família dela. Ele mesmo sugeriu ser apresentado como seu namorado, fazendo os olhos dela, já apaixonados, brilharem. Aquela atitude representava a oficialização da relação, significava assumir-lhe em compromisso, exatamente do jeito que as mulheres – dos 8 aos 80 – desejam, graças às convenções sociais.
Para ela então, que havia mergulhado num relacionamento daqueles tidos como ‘sem futuro’, uma vez que ele mantinha consórcio antecedente, era a glória. Caia-lhe como uma autêntica declaração de amor.
Bem-aventurados foram aqueles dias de núpcias, cuja culminância foi ele oferecer e presentea-la com uma estrela emblemática que ela, de olhos cerrados, recebeu e conservou no mais profundo da sua essência.

Na alma dela a estrela cintila na esperança de ver renascer o amor que ela já nem sabe se existiu ou se foi produto de sua imaginação, um sonho que teve numa noite estrelada.