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Blogprog defende liberdade de expressão

22 ago

Rede Brasil Atual: Cerca de 300 autores de blogs reunidos na capital paulista neste domingo (22), segundo dia do 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, na capital paulista, aprovaram uma carta de princípios. O texto defende a liberdade de expressão, especialmente na internet, democratização da comunicação e a universalização da banda larga no Brasil. Clica aqui e continue lendo.

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Blogueiros Progressistas

20 ago

Já cheguei em São Paulo para participar de um encontro, que certamente será um marco na luta pela democratização da comunicação no Brasil. Começa hoje o 1° Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas.

Uma prova de que é verdade o que disse, acima, é a proposta de Carta dos Blogueiros Progressistas. Confira abaixo:

“A liberdade da internet é ainda maior que a liberdade de imprensa, na medida em que a imprensa compreensiva do rádio e da televisão se define como serviço público sob regime de concessão ou permissão, ao passo que a internet se define como instância de comunicação inteiramente privada.” (Ministro Ayres Britto)

Em 21 e 22 de agosto de 2010, homens e mulheres de várias partes do país se reuniram em São Paulo, no Sindicato dos Engenheiros, com a finalidade de materializarem uma entidade, inicialmente abstrata, dita blogosfera, a qual vem ganhando importância no transcurso desta década devido à influência progressiva que passou a exercer na comunicação e nos grandes debates públicos.

A blogosfera é produto dos esforços de pessoas independentes das corporações de mídia, os blogueiros progressistas, designação que alude a àqueles que, além de seus ideais humanistas, ousaram produzir o que já se tornou o primeiro meio de comunicação de massas autônomo. Contudo, produzir um blog independente, no Brasil, ainda é um ato de heroísmo porque não existem meios sólidos de financiamento para exercer a atividade profissionalmente, ou seja, obtendo remuneração.

Em busca de soluções para as dificuldades que persistem para que a blogosfera progressista siga crescendo e ganhando influencia em uma comunicação de massas dominada por um oligopólio poderoso, influente e, muitas vezes, antidemocrático, os blogueiros progressistas se unem para formularem aspirações e propostas de políticas públicas e pelo estabelecimento de um marco legal regulatório que contemple as transformações pelas quais a comunicação está passando no Brasil e no mundo.

Com base nesse espírito que permeou o 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, os participantes deliberaram em favor dos seguintes pontos:

I – Apoiamos o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), de iniciativa do governo federal, como forma de inclusão digital de expressiva parcela do povo brasileiro extemporaneamente alijada de um meio de comunicação de massas como a internet no limiar da segunda década do século XXI, o que é inaceitável e incompatível com os direitos fundamentais do homem à comunicação em um momento histórico em que os avanços tecnológicos nessa área já são acessíveis a qualquer cidadão de qualquer classe social nos países em estágio civilizatório mais avançado.

Apesar do apoio ao PNBL, os blogueiros progressistas declaram que, mesmo entendendo a iniciativa governamental como positiva, julgam que precisa de aprimoramento, pois da forma como está ainda oferece pouco para que a internet possa ser explorada em todas as suas potencialidades. A velocidade de processamento a ser oferecida à sociedade sem cobrança dos custos exorbitantes da iniciativa privada, por exemplo, precisa ser ampliada ou não realizará aquilo a que se propõe.

2 – Defendemos a regulamentação dos Artigos 220, 221 e 223 da Constituição Federal, que legislam sobre a comunicação no Brasil e, entre outras coisas, proíbem a concentração abusiva dos meios de comunicação de massa e que dispõem sobre os sistemas público, estatal e privado. Por omissão dos Poderes Executivo e Legislativo na regulamentação da matéria e sob sugestão do eminente professor Fabio Konder Comparato, os blogueiros progressistas decidem mover na Justiça brasileira uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) com vistas à regulamentação das leis que determinam profundas alterações na realidade da comunicação no Brasil supra descrita e que vêm sendo solenemente ignoradas.

3 – Combatemos iniciativas que tramitam no Poder Legislativo tais como o Projeto de Lei de autoria do senador mineiro Eduardo Azeredo, iniciativa que se notabilizou pela alcunha de “AI-5 digital” e que pretende impor restrições policialescas à liberdade de expressão na rede mundial de computadores, bem como as especulações sobre o que se convencionou chamar de “pedágio na rede”, ou seja, a possibilidade de os grandes grupos de mídia poderem veicular seus conteúdos na internet com vantagens tecnológicas como capacidade e velocidade de processamento em detrimento do que for produzido pelos cidadãos comuns e pelas pequenas empresas de comunicação.

4 – Reivindicamos a elaboração de políticas públicas que incentivem a veiculação de publicidade privada e oficial remuneradas nos blogs, bem como outras formas de financiamento que efetivamente viabilizem essa forma de comunicação representada pela blogosfera progressista, de maneira que possa ser produzida por qualquer cidadão que disponha de competência para explorar seu potencial econômico e comercial, exatamente como fazem os meios de comunicação de massas tradicionais com amplo apoio do Estado por meio de fartas verbas públicas que, com freqüência, são repassadas sob critérios meramente políticos e que ignoram a orientação constitucional que determina pluralidade na comunicação do país.

5 – Cobramos dos Poderes Executivo e Legislativo que examinem com seriedade deliberações da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) como a da criação do imprescindível Conselho Nacional de Comunicação.

6 – Deliberamos pela instituição de um Encontro Anual dos Blogueiros progressistas, que deve ocorrer, sempre que possível, em diferentes capitais para que um número maior de unidades da Federação tenham contato com esse evento e, em algum momento, com o universo da blogosfera.

7 – Lutaremos para instituir núcleos de Apoio Jurídico aos Blogueiros Progressistas, no âmbito das tentativas de censura que vêm sofrendo sobretudo por parte da classe política e de grandes meios de comunicação de massas.

São Paulo, 22 de agosto de 2010.

Pé na estrada

19 jul

Aqui no RS estamos “virando sapos”, de tanta chuva!

Mesmo assim, passei o findi no litoral, dando e recebendo colinho da minha pequena.  A saudade já nem cabia mais no peito. Entretanto, encarar a rodovia com tanta chuva, não é moleza.

Há quem diga (e justifique a cobrança) que estradas pedagiadas são bem cuidadas, não é verdade? Não é bem assim: a nossa “Freewai”, que liga Porto Alegre até Osório cobra R$ 10,50 na ida e R$ 3,50 na volta dos cerca de 100 km. Quem, como eu, encarou a mesma neste fim de semana, constatou que há diversos pontos onde a água se acumula sobre a pista, provocando aquaplanagem. Um grande perigo.

Hoje, inicio uma nova fase e um retorno às minhas origens com a tarefa de ajudar na campanha para deputado estadual do Guiomar Vidor, acompanhá-lo nas agendas, fazer a cobertura jornalística e fazer a manutenção das mídias da web.

Além disso, claro, fazer a minha campanha particular com tanta gente amiga que por aqui deixei e reencontro à partir de hoje. Então, mãos à obra!

Caravana digital reúne mais de uma centena de militantes em Porto Alegre

17 jul

Nesta sexta-feira (16), o Rio Grande do Sul recebeu a Caravana Digital, evento organizado pela campanha à presidência da candidata Dilma Rousseff, e que está percorrendo diversos estados brasileiros para debater a importância e a utilização da internet e das redes sociais nas campanhas eleitorais.

Coordenada pelo especialista na área e em software livre, Marcelo Branco, a caravana gaúcha foi realizada no comitê da Unidade Popular pelo Rio Grande (Barros Cassal, 68) e foi transmitida ao vivo pela internet. Mais de uma centena de militantes digitais participaram da reunião, que ainda contou com uma exposição do professor e jornalista Vitor Necchi.

Ao encerrar sua intervenção na caravana, o candidato da Unidade Popular pelo Rio Grande convocou os internautas:

-Tuiteiros de todo o Rio Grande e de todo o Mundo, uni-vos.

Conforme especialistas, o assunto #caravanadigital foi um dos mais falados no twitter nesta sexta.

Do site: tarso13.com.br

Disputar corações e mentes dos trabalhadores com uma comunicação eficaz

4 maio

A finalidade dos sindicalistas é, em última instância, disputar as ideias dos trabalhadores e firmar sua ideologia junto a sociedade, para que essa se torne a ideologia hegemônica. Gramsci conceituou o princípio da hegemonia, a partir de noções escritas por Lênin, que lhe forneceu elementos fundantes para sua elaboração.

Ambos entendem que a sociedade é um todo unitário e orgânico, percebido a partir da base econômica que, no entanto, não pode ser restringida a ela, já que a ação política e a hegemonia atribuem influência sobre a sociedade. Proveniente desse juízo, Gramsci defende o enfrentamento do economicismo teórica e praticamente.

Para ele, as instituições da sociedade civil cumprem papel fundamental na elaboração e difusão da cultura. Gramsci, em Cadernos do Cárcere, volta-se para a construção e manutenção da hegemonia, a partir da direção cultural e moral que as classes imprimem sobre o todo social. Surge com isso o conceito de aparelhos de hegemonia, que estarão a serviço dessa ou daquela classe para persuadir e educar.

Daí que a comunicação dinâmica, ativa, proativa, de qualidade informativa ocupa cada vez mais um papel contundente na construção da sociedade justa, democrática, socialista.

Trata-se de um aparelho de hegemonia que é e pode ser usado, de maneira competente, na arte do convencimento. A qualidade com que se transmite a mensagem, determina a eficácia da afirmação, produzindo efeitos na atividade psíquica e mental de uma pessoa ou grupo, influenciando nas suas escolhas, atitudes e tomadas de decisão.

Neste ano, um importante e determinante confronto se achega. Nele estaremos optando pelo rumo que o gigante verde-amarelo irá trilhar. Se segue em frente, avançando no rumo do desenvolvimento, com justiça social e valorização do trabalho, ou se regressa para o obscuro passado de privatizações, desemprego e desesperança popular.

E é neste ano que uma extraordinária ferramenta comunicacional ganha descomunal protuberância: a internet, em especial, com a utilização das mídias sociais, que cumprem a ação de tecer redes amplas, comunicar-se com nossas teias e, a partir delas, fazer o encadeamento com a rede de nossos contatos.

Hoje já contamos com um sem-número de empresas que passaram a se especializar no envio de mensagens em massa, na forma de anúncios e campanhas publicitárias para as redes sociais. Também, diversos profissionais da mídia dedicaram-se a, primeiro, compreender e, em seguida, produzir o marketing utilizando-se dessa nova febre.

Hoje, são inúmeros sítios dedicados a entrelaçar as pessoas mas, acima de tudo, emaranhá-las na rede de afinidades que servem a esse ou aquele interesse comercial e/ou político. Através do cruzamento de informações, de perfis, de gostos, grupos sociais, etc, vamos sendo classificados virtualmente e sendo colocados em grupos.

Esse trabalho minucioso traça contornos comerciais, comportamentais, etc. E, depois disso, somos invadidos por uma enxurrada de anúncios que nos pegam exatamente por estarem de acordo com nossas aspirações.
Antes de criticarmos, nos rebelarmos com essa invasão de privacidade, precisamos compreender que tais inovações, se utilizadas com a finalidade de servir ao avanço da sociedade, pode ser um aparelho poderoso, por exemplo, na área da saúde. Ter o perfil de um grupo de pacientes de uma determinada chaga mundo afora, os recursos utilizados e os resultados obtidos, podem configurar na aceleração da descoberta de curas.

Além disso, do ponto de vista social, a rapidez com que a comunicação se perpetra pela rede mundial, propicia que a verdade passe a ter maior amplitude do que aquela que nos é imposta diariamente pela imprensa “oficial”.

Um exemplo disso, foi a vitória da blogosfera, no caso do comercial de aniversário da Rede Globo, clara e descaradamente, beneficiando a campanha do Tucano-demo José Serra. A rápida denúncia e mobilização fez com que o grande barão da mídia brasileira se acuasse e recuasse da veiculação da campanha (nem um pouco) subliminar, diante da reação popular que pipocou na internet.

Por isso, é imperioso que os sindicalistas, apoiados em profissionais de comunicação, cada vez mais e com maior ênfase, dediquem-se a ocupar os espaços (ainda democráticos) das mídias sociais, fazendo deles um ambiente de relacionamento e conscientização, disputar as mentes e os corações para impulsionar a sociedade para o progresso.

Tuiteiros: cult’s, pop’s e chatos

16 abr

Um post do jornalista e meu amigo Bruno Monteiro me levou a pensar. Ele questionou: “o twitter nos deixou mais cult’s, mais pop’s ou mais chatos?”.

Se, a princípio, a questão parece boba, vale à pena aprofundar um pouquinho para avaliar o assunto. E, para refletir, resolvi olhar para mim mesma e me tomei como exemplo, enquanto “tuiteira”.

Diante de muita gente que conheço, sou uma tuiteira modesta. Sou seguidora de apenas 209 perfis e sou seguida por somente 218. Não necessariamente os mesmos, numa e noutra categoria. Além disso, há um grande número deles que não conheço, com quem o contato é exclusivamente virtual e que nunca tive contato real.

Sigo pessoas que admiro e que concordo e gosto do que elas escrevem, de outras tenho imensa discordância, acompanho também alguns artistas e há ainda os veículos de notícias que me mantém informada sobre tudo.

De outro lado, meto o bedelho em tudo que é assunto, opino, debato, etc. E, entre os meus seguidores, tenho também perseguidores. Ou seja, aqueles que só estão ali para acompanharem minhas opiniões e delas discordarem, combaterem, do mesmo jeitinho que eu faço.

Através dessa ferramenta (entre outras mídias sociais) tive a oportunidade de criar novas configurações para as minhas relações humanas. Nesse ambiente tenho a possibilidade de distribuir na rede o meu conhecimento, minhas ideia, e da mesma forma, recebê-las. Essa ferramenta também me deu a chance de ter voz e usá-la sem intermediários, diretamente com meus interlocutores.

Então, acho mesmo que depois do twitter estou mais cult, se considerarmos que o significado é ser culto, na tradução simplificada. Afinal, a quantidade de informações que o twitter nos possibilita, permite que sejamos mais instruídos, desde que saibamos selecionar adequadamente o que recebemos e o que absorvemos.

Quanto a ser mais pop, também é verdade. Não há como negar. Se acima falei que sou seguida (e até perseguida) por pessoas com quem jamais tive qualquer contato real, logo, o motivo que levou essas pessoas clicarem no meu perfil para acompanharem meus post, me fazem acreditar que tenho – pelo menos alguma – popularidade.

E, da mesma forma, há verdade na ampliação da nossa chatice. O fato de podermos nos dirigir diretamente a qualquer tuiteiro, seja ele um ser comum como eu, ou um artista famoso, ou a futura presidenta do Brasil (pelo menos vou trabalhar para que seja), nos faz inflar. Sim. Somos mais chatos e “cheios de razão”.

Nos tornamos mais cult’s, pop’s e chatos. Existe um acréscimo, sim. Mas, tenho certeza que podemos e havemos de saber controlar essa vaidade, essa presunção e arrogância.

Aproveitemos com menos soberba a oportunidade de recebermos informações instantâneas, a conveniência de angariarmos simpatia das pessoas e também o ensejo (ainda) democrático de proliferação de conteúdo gerado pelos usuários do twitter e, dessa forma, dizermos – mesmo que em 140 caracteres – o que acreditamos.

Ah… e quem quiser me seguir no twitter, clica aqui.