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Não desisto nunca…

15 jun

Sou brasileira!


A vitória do Brasil
pertence aos brasileiros!

(e não ao Dunga)

É mãe solteira…

10 jun

Homenagem à MAMA ÁFRICA que recebe e embala o mundo com alegria, ritmos e cores…

Sem final feliz…

9 jun

Eu já havia avisado, mas parece que teve gente que não leu o aviso, ou se leu, não entendeu. Isso aqui não é espaço de auto-ajuda, tampouco sou romancista de estórias de finais venturosos. Aqui escrevo histórias e estórias também. Falo de percepções da vida real e também crio imagens e ficção. Portanto, aqui cabem narrativas sem final feliz. Aceitem ou não. Se nos meus escritos estou inserida, se não estou, se há conexão com a vida real minha ou de qualquer pessoa, não vem – definitivamente – ao caso.

Quando alguém lê “Eu escrevi um poema triste” do Mário Quintana, será que o imagina vivendo na mais profunda depressão? Esquece-se do alerta dado por Fernando Pessoa de que o poeta é um fingidor, que tão completamente finge que a própria dor que sente – objetivamente – é também simulada?

Ninguém os questiona. Recebemos seus escritos e pronto. Deleitamo-nos ou não. Absorvemos ou não. Mas não os questionamos. Não idealizamos sobre o estado de espírito, ou o momento que o levou tal ou qual inspiração.

Não esperem de mim textos pré-definidos, politicamente corretos, ou de acordo com esta ou aquela expectativa, pois isso não posso lhes oferecer. Esperem apontamentos livres, abertos, desvinculados, ou não que – creiam – só e exclusivamente a minha inspiração – concreta ou imaginária – será responsável.

Se há males que vem pra bem…

4 jun

Já passava das 5h da madrugada e seus olhos mantinham-se arregalados e rubros de tanto chorar. Tinha a nítida impressão de que há qualquer momento sua cabeça explodiria e os analgésicos não surtiam mais qualquer decorrência.

Aquela insônia tinha nome masculino, mas ela preferiu chamar de desalento e não entendia como havia chegado a tal condição, combalido a mais baixa categoria, danificado sua estima àquele ponto.

Acolhera o pior desrespeito, perdoara a pior iniquidade. Mesmo assim, como prêmio ao seu devotamento, fora humilhada, ridicularizada, achincalhada, degradada ao extremo.

Mas, a noite sem dormir, o pranto compulsivo, a dor de cabeça e a certeza de quanto havia sido rejeitada, não seriam em vão. Daquela noite penosa, das lamentações e consternações, renasceria a mulher de outrora, dona de si, intensa, vibrante, alegre e magnífica.

Vida e torcida se renovam…

1 jun

João Amazonas: luzes que ainda guiam

27 maio

Velhas publicações atuais! Esta é do ano passado:

Em maio de 2002, João Amazonas desapareceu. De lá pra cá muita coisa mudou. Muito mais do que o velho João poderia supor. Ele faz falta.

Em mim restaram as idéias que aquele velhinho defendeu entusiasticamente durante toda sua vida: a defesa dos ideais humanitários. Suas idéias eram de liberdade, de igualdade, de democracia, de um mundo de homens e mulheres donos de seus próprios destinos. Foi a semente lançada ao solo. Alguns continuam regando-a.

(Foto: Minha filha, eu e a remota militância dos anos 80, quando João ainda estava entre nós e lançava luzes que nos guiavam na direção da virtude, justiça e retidão)

A fé em Caravaggio

26 maio

Os religiosos contam que, em 26 de maio de 1432, numa época marcada pelo ódio e divisões, a Virgem Santíssima apareceu há 2km da cidade de Caravaggio, para Joaneta Varoli, uma camponesa de 32 anos, vítima de violência doméstica. Joaneta descreveu a aparição como sendo a de uma rainha de olhar bondoso, que lhe ordenara ajoalhar-se para receber a seguinte mensagem: “Tenho conseguido afastar do povo cristão os merecidos e iminentes castigos da Divina Justiça, e venho anunciar a Paz”. Joaneta leva a mensagem às autoridades locais e, a partir disto a paz acontece na pátria e na Igreja.

Os imigrantes italianos eram pessoas de fé e acostumados a uma vida cristã intensa. Já nos primeiros momentos em terras brasileiras, sentiram a necessidade de uma orientação espiritual. Assim começaram a realizar missas domiciliares. Foi então que Franceschet teve a idéia de levantar um oratório com a ajuda do vizinho Pasqual Pasa. A notícia se espalhou rapidamente e ganhou doações em dinheiro e mão-de-obra, transformando o oratório em capela, que comportava cerca de 100 pessoas.

A escolha da padroeira aconteceu quando Natal Faoro ofereceu como empréstimo um pequeno quadro com a imagem de Nossa Senhora de Caravaggio, que trouxera entre os seus pertences da Itália. A capela foi inaugurada em 1879, ano I do início da devoção a Nossa Senhora de Caravaggio e ano primeiro das romarias que seriam futuramente concorridas e numerosas.

A fé da minha família

Quando eu ainda era um bebê, minha mãe conta que eu tinha sérios problemas de saúde. No entanto, os médico não conseguiam definir qual seria a doença que me acometia. Então, minha mãe resolveu fazer uma promessa a Nossa Senhora do Caravaggio. Se eu me curasse minha mãe entregar-me-ia como ‘afilhada’ da Virgem de Caravaggio, deixaria que meu cabelo crescesse até o meu 7º ano de vida, quando então o cortaria e o doaria à Santa, junto com uma vela que teria o meu tamanho (à época). As oferendas seriam levadas à pé, de Caxias do Sul até Farroupilha, onde se localiza o Santuário de Caravaggio.

Segundo contam, à partir daquela promessa eu nunca mais tivera qualquer deficiência em minha saúde e a promessa foi cumprida. Na Igreja antiga, onde concentram-se todos os tipos de ofertas, também está meu cabelo e a vela. E a Nossa Senhora do Caravaggio passou a ser minha madrinha.

Em 26 de maio é comemorado o seu dia e, todos os anos, milhares de pessoas realizam caravanas, pagam promessas realizando o caminhadas entre os municípios de Caxias do Sul e Farroupilha carregando as mais variadas oferendas e se reúnem no Santuário de Caravaggio, em Farroupilha.